De acordo com pt.wedoany.com-A Bayer anunciou, durante o evento "Casa do Algodão Bayer em Campo" realizado em Sorriso, Mato Grosso, o plano de lançar, até 2028, a quarta geração da plataforma de biotecnologia Bollgard para o algodão. A nova plataforma introduzirá novas características de resistência a insetos, maior flexibilidade no manejo de plantas daninhas e a tecnologia ThryvOn — a primeira biotecnologia do algodão no Brasil a oferecer proteção integrada contra tripes.

Destaque da quarta geração: ThryvOn chega ao Brasil
Segundo a Bayer, a nova plataforma adiciona proteínas inseticidas contra as principais pragas de lagartas e expande as opções de manejo de plantas daninhas. O grande destaque é a tecnologia ThryvOn — a primeira biotecnologia do algodão no Brasil a oferecer proteção integrada contra tripes, uma das pragas de maior importância econômica na fase inicial de desenvolvimento da cultura.
O diretor de negócios de algodão da Bayer afirmou que a plataforma Bollgard acompanha o crescimento da cotonicultura brasileira há mais de vinte anos, e o lançamento da quarta geração reflete o compromisso da empresa com a inovação contínua, visando aumentar a produtividade, a sustentabilidade e a competitividade da cadeia produtiva do algodão no Brasil.
Tecnologia Bollgard 3 XtendFlex já está no mercado
Ao apresentar a nova tecnologia, a Bayer também destacou a tecnologia Bollgard 3 XtendFlex, já disponível no mercado brasileiro. Incorporada às variedades Deltapine, ela combina duas funcionalidades: controle de pragas de lagartas e tolerância a três herbicidas — glifosato, glufosinato e dicamba. Essa combinação oferece maior flexibilidade aos produtores no manejo de plantas daninhas em sistemas de produção diversificados.
Além disso, a Bayer lançou o novo herbicida à base de dicamba, XtendiMax 2, já disponível no Brasil. O produto é indicado para aplicação em dessecação pré-semeadura e pós-emergência inicial do algodão e da soja, com menor volatilidade e risco de deriva, além de melhor controle de plantas daninhas de difícil manejo, como buva e caruru.
Durante o evento, os participantes visitaram a estação de pesquisa da Bayer, onde puderam observar campos experimentais com as novas tecnologias. Em seguida, realizaram demonstrações a campo na Fazenda da Pedra, com foco no desempenho da tecnologia Bollgard 3 XtendFlex e das variedades Deltapine.
Crescimento da cotonicultura brasileira e o papel da tecnologia
O Brasil tornou-se o maior exportador mundial de algodão. O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e proprietário da Fazenda da Pedra relembrou que, no passado, as tecnologias eram muito limitadas, e que a inovação gradualmente agregou valor à produção e aumentou a eficiência do cultivo, permitindo que o Brasil chegasse à posição atual. Ele estima que, no futuro, a tecnologia continuará a melhorar a qualidade da fibra, aumentar a produtividade e reduzir os custos de produção e a dependência de defensivos agrícolas.
O presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) afirmou que a notícia das novas tecnologias traz maior segurança aos produtores, que esperam redução de custos, aumento de produtividade e melhoria na qualidade da fibra.
Por que Mato Grosso?
A Bayer escolheu Mato Grosso para sediar o evento, pois o estado responde por aproximadamente 68% da produção de pluma do Brasil. Na safra 2025/26, Mato Grosso deve colher cerca de 2,7 milhões de toneladas de pluma, enquanto a estimativa nacional é de 3,97 milhões de toneladas. A grande escala de cultivo torna a gestão de plantas daninhas (especialmente caruru), pragas e doenças ainda mais urgente no estado.
Portfólio de produtos vai além da biotecnologia
Além da biotecnologia, a Bayer também apresentou um portfólio mais amplo de defensivos para o algodão, incluindo o tratamento de sementes Bayer Guardião, o desfolhante Dropp Ultra, o regulador de crescimento Finish, o fungicida Fox Xpro e o inseticida Curbix, voltado ao bicudo-do-algodoeiro.
A Bayer também divulgou diversos produtos em desenvolvimento: o inseticida Plenexos (para mosca-branca e pulgões, em análise regulatória); o fungicida Iblon (com lançamento previsto para 2028, para controle de mancha foliar e ramulose); e o novo herbicida pré-emergente Mateno Pre (em processo de registro).
A sustentabilidade foi outro tema central do evento. A Bayer destacou que mais de 90% do algodão brasileiro é cultivado em condições de sequeiro. Sua plataforma PRO Carbono permite que os produtores meçam as emissões de carbono em suas fazendas e identifiquem práticas de manejo que ajudem a reduzir a pegada ambiental.










