De acordo com pt.wedoany.com-A Secretaria de Mineração da Argentina divulgou o mais recente relatório, no qual as exportações totais de produtos minerais no primeiro semestre de 2026 alcançaram US$ 4,742 bilhões, um recorde histórico para o período. Esse valor representa um crescimento de 74,4% em relação aos US$ 2,719 bilhões do mesmo período de 2025, e supera a média do período de 2010 a 2025 em 154,7%.
Apenas em junho de 2026, as exportações minerais atingiram US$ 744 milhões, um aumento de 54,6% em relação a junho do ano anterior. Esse desempenho robusto fez com que a mineração representasse 9,7% das exportações totais da Argentina nos primeiros seis meses do ano.
Os minerais metálicos continuam sendo a base do equilíbrio comercial do setor mineral. De janeiro a junho, essa categoria acumulou vendas de US$ 3,559 bilhões, um crescimento de 58,1% em relação ao ano anterior, representando 75,1% da receita cambial mineral do semestre.
Entre os minerais metálicos, o ouro mantém seu status de produto estrela, contribuindo com US$ 2,905 bilhões no semestre, o que representa 61% do total das exportações minerais, com um crescimento de 51,2% em relação ao ano anterior. A prata também apresentou desempenho notável, com exportações acumuladas de US$ 562 milhões, representando 12% do total das exportações minerais, e um aumento expressivo de 90,2% em junho em comparação ao mesmo mês do ano anterior, impulsionado pela melhora dos preços internacionais e pelo aumento dos volumes embarcados.
O lítio tornou-se o verdadeiro destaque deste período. Nos primeiros seis meses de 2026, as vendas desse mineral estratégico alcançaram US$ 1,096 bilhão, um aumento de 185,0% em relação ao mesmo período do ano anterior, registrando o melhor desempenho da história para o primeiro semestre. Em junho, as exportações de lítio atingiram US$ 212 milhões, um crescimento de 334,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior, estabelecendo um recorde histórico mensal. Esse crescimento exponencial deve-se aos preços internacionais favoráveis e ao aumento de 68,2% no volume exportado no semestre.
A composição da cesta de exportações minerais de 2026 mostra uma diversificação crescente. Em 2025, o lítio representava 14% das exportações, enquanto no primeiro semestre de 2026 sua participação subiu para 23,1%, ganhando mais peso em relação aos minerais metálicos tradicionais.
Outros produtos, incluindo minerais não metálicos e pedras de construção, acumularam US$ 87 milhões no semestre, com esse segmento dominado por boratos, ácido bórico e bentonita, além de calcário, que responde pela maior parte da categoria de pedras de construção.
A análise dos mercados de destino revela uma alta concentração em quatro principais parceiros comerciais. Suíça, China, Estados Unidos e Coreia do Sul absorveram 78% do total das exportações minerais no acumulado do ano, totalizando US$ 3,706 bilhões. A Suíça é o principal destino, respondendo por 32% do total, com US$ 1,520 bilhão, impulsionada principalmente pelo ouro. A China ocupa a segunda posição, com 25% de participação, totalizando US$ 1,165 bilhão, um crescimento de 205% no acumulado do semestre em relação ao ano anterior. Os Estados Unidos ficam em terceiro lugar, com 17% das compras, somando US$ 786 milhões, um aumento de 90% em relação ao ano anterior. A Coreia do Sul, embora com participação acumulada menor (5%), registrou crescimento de 196% em comparação ao primeiro semestre de 2025.
Outros destinos importantes das exportações minerais argentinas no semestre incluem Canadá (US$ 377 milhões), Brasil (US$ 79 milhões) e Finlândia (US$ 39 milhões), compondo o panorama global de exportações.










