De acordo com pt.wedoany.com-Em 31 de julho, a Coreia do Sul e o Chile estabeleceram oficialmente uma parceria estratégica em minerais críticos. Os presidentes dos dois países, Lee Jae Myung e José Antonio Kast, assinaram cinco memorandos de entendimento durante a cúpula em Santiago, abrangendo recursos minerais, cooperação policial, pesquisa na Antártida, segurança marítima e investimento bilateral entre a Agência de Promoção de Comércio e Investimento da Coreia (KOTRA) e a Agência de Promoção de Investimentos do Chile (InvestChile).

Este acordo de parceria mineral eleva a cooperação bilateral ao nível ministerial, com ambas as partes realizando intercâmbio de informações, cooperação técnica e intercâmbio de especialistas em toda a cadeia de valor dos recursos críticos, com foco especial em lítio e cobre, os dois minerais mais importantes para a transição energética global.
Lee Jae Myung afirmou que os dois países são "parceiros naturais e ideais" no campo dos minerais críticos. O Chile é o maior produtor mundial de cobre e detém as maiores reservas globais de lítio; a Coreia do Sul lidera nos setores de semicondutores, baterias e outras indústrias avançadas. A complementaridade entre ambos torna os dois países participantes estratégicos na cadeia de suprimentos de tecnologias limpas.
A cooperação também inclui o compartilhamento de informações sobre projetos de exploração e desenvolvimento, o desenvolvimento conjunto de tecnologias de processamento mineral e a formação de talentos especializados. Os minerais críticos do Chile movimentam cerca de US$ 2,1 bilhões anualmente, e espera-se que esse número aumente com o crescimento da demanda por baterias e componentes semicondutores.
Além disso, os dois líderes concordaram em retomar, pela primeira vez em uma década, a comissão conjunta do Acordo de Livre Comércio (TLC) entre Coreia do Sul e Chile, a fim de atualizar o acordo comercial de 2004 e promover o investimento bilateral. Essa medida reflete o crescente interesse da Coreia do Sul em garantir o fornecimento estável de lítio e cobre, especialmente diante da competição geopolítica por recursos estratégicos na região.










