Empresa espanhola Bioo desenvolve tecnologia de bioluminescência vegetal noturna com economia de energia de até 90%
2026-08-01 15:57
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De acordo com pt.wedoany.com-A empresa espanhola de biotecnologia Bioo desenvolveu a tecnologia Bioo Lumina, que permite que plantas emitam luz própria durante a noite, sem necessidade de fornecimento de energia elétrica ou modificação genética. Durante o dia, essas plantas são idênticas às comuns; à noite, emitem um brilho suave. A tecnologia foi desenvolvida ao longo de 10 anos pela equipe liderada pelo empresário sevilhano Pablo Vidarte, com o objetivo de criar um sistema de iluminação que não dependa de infraestrutura elétrica e que respeite o ciclo natural de crescimento das plantas.

Empresa espanhola desenvolve tecnologia de bioluminescência para fazer plantas brilharem à noite

Pablo Vidarte, fundador e CEO da Bioo, explica que o primeiro produto da empresa foi um biorreator capaz de gerar eletricidade a partir do solo e alimentar pontos de iluminação. Com base nisso, a equipe avançou com a proposta de pesquisa, buscando fazer as próprias plantas emitirem luz, em vez de depender de sistemas de iluminação artificial, ao mesmo tempo em que atende às necessidades de crescimento das plantas.

O mecanismo de ação da Lumina consiste na aplicação de um composto biocompatível na superfície das folhas. A planta absorve naturalmente essa substância em cerca de 24 horas e, em seguida, pode armazenar parte da energia solar capturada durante o dia e liberá-la na forma de luz visível à noite. Esse processo não interfere na fotossíntese nem altera o genoma da planta. O composto também possui função fertilizante, contribuindo para a manutenção da saúde da planta.

Por não exigir cabeamento ou infraestrutura elétrica, a Lumina oferece uma nova solução de iluminação para cenários como trilhas, jardins, entradas e espaços de circulação noturna. A Bioo estima que, em comparação com sistemas de iluminação tradicionais, essa tecnologia pode alcançar uma economia de energia de até 90% e uma redução da poluição luminosa de até 95%.

Atualmente, a Lumina já é aplicada em parques, áreas residenciais, campos de golfe, resorts e edifícios de escritórios em quatro continentes. A Espanha lidera em número de construções com biotecnologia, com projetos que abrangem o porto de Ibiza, o Laberintus Park em Málaga e o edifício Aura em Barcelona. O projeto Eden, no Reino Unido, e o museu de Justiniano, na Sérvia, são casos implementados em outras regiões da Europa. No Oriente Médio, já há campos de golfe bioluminescentes e projetos comunitários e urbanos em Riad, Dubai e Catar. Na China, áreas públicas em Xangai e Hangzhou adotaram plantas luminescentes. Já nas Américas, os projetos se estendem de Punta Cana a várias cidades dos Estados Unidos e da América do Sul.

Vidarte afirma que a Lumina é um exemplo de como a biotecnologia expande as funções das plantas — que deixam de ser meros elementos decorativos e passam a integrar a infraestrutura urbana. A Lumina é uma das várias linhas de produtos biotecnológicos que a Bioo desenvolve para aplicações urbanas. A empresa também pesquisa soluções para geração de eletricidade e produção de água a partir da atividade biológica do solo, além de desenvolver interfaces interativas com plantas que respondem ao toque.

A Bioo possui escritórios em Barcelona, Riad e Xangai, realiza projetos internacionais por meio de uma rede que abrange mais de 50 distribuidores e detém 6 patentes relacionadas ao desenvolvimento tecnológico.

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