Resultados do primeiro semestre de 2026 da Rio Tinto na Austrália: cobre, alumínio e lítio contribuem com mais da metade do lucro
2026-08-03 14:01
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De acordo com pt.wedoany.com-O Grupo Rio Tinto divulgou em 29 de julho seu relatório de resultados financeiros do primeiro semestre de 2026. As três principais operações de metais não ferrosos — cobre, alumínio e lítio — contribuíram conjuntamente com mais da metade do EBITDA do grupo. A Rio Tinto, mundialmente conhecida pelo minério de ferro, está formando um padrão de negócios diversificados em expansão paralela.

Até 30 de junho, a receita consolidada de vendas da Rio Tinto no primeiro semestre foi de US$ 31,028 bilhões, um aumento anual de 15%; o EBITDA do período foi de US$ 14,826 bilhões, alta de 28% em relação ao ano anterior; o fluxo de caixa livre foi de US$ 3,834 bilhões, um salto de 75%; o lucro líquido atribuível aos acionistas foi de US$ 6,664 bilhões, com crescimento de 47%, e o retorno sobre o capital investido no período subiu para 17%. O grupo distribuiu US$ 3,4 bilhões em dividendos ordinários intermediários, um aumento anual de 43%, mantendo a taxa de distribuição intermediária em 50%.

Na produção, a produção equivalente de cobre da Rio Tinto no primeiro semestre cresceu 3% em relação ao ano anterior, com a contínua liberação de capacidade da mina de cobre Oyu Tolgoi, na Mongólia, e a entrada concentrada em operação de projetos de lítio como principais fontes de incremento. O projeto-piloto de 8 caminhões de mineração elétricos a bateria de 91 toneladas, em cooperação com a State Power Investment Corporation da China, já ultrapassou a metade de sua implementação, reduzindo as emissões de carbono na mina por meio da mineração eletrificada e alcançando produção verde e eficiente.

O segmento de alumínio aprofunda a transição de baixo carbono, implementando diversos projetos de atualização tecnológica. A refinaria de alumínio Boyne, na Austrália, recebeu um total de A$ 2 bilhões em apoio governamental para os próximos 10 anos, com potencial de extensão do ciclo operacional de produção até 2040. A refinaria de alumina Gladstone assinou um contrato de compra de longo prazo de 5 anos para pellets de biomassa, reduzindo efetivamente o consumo de combustíveis fósseis. A mina também conduz testes de aplicação de equipamentos elétricos e substituição por energia limpa, com um projeto solar de 75 MW já financiado, com previsão de início das obras em 2026 e conexão à rede em 2028.

A liberação de capacidade de recursos de lítio superou amplamente as expectativas, tornando-se o novo motor de crescimento do Grupo Rio Tinto. Os dois grandes projetos de lítio, Fénix 1B e Sal de Vida, foram ambos concluídos e colocados em operação antecipadamente, enquanto a planta de sal de lítio Rincon avança ordenadamente em sua construção, com planos de atingir capacidade de 200 mil toneladas/ano de equivalente de carbonato de lítio até 2028, intensificando continuamente o posicionamento no setor de metais essenciais para novas energias.

Em termos de redução de custos e aumento de eficiência, a Rio Tinto acumulou US$ 870 milhões em ganhos de produtividade, com uma escala anualizada de ganhos de eficiência de US$ 1,3 bilhão no primeiro semestre, visando atingir US$ 1,8 bilhão em ganhos anualizados até o final de 2026. Conforme o planejamento estabelecido, tomando 2024 como base, a produção equivalente de cobre do grupo aumentará de forma estável em 3% até 2030, com o custo unitário operacional caindo a uma taxa composta anual de 4%. Em relação à redução de emissões de carbono, tomando 2018 como base, as emissões de Escopo 1 e 2 no primeiro semestre de 2026 foram de 15,9 milhões de toneladas de CO2 equivalente, uma redução de 14% em relação à linha de base, com meta de longo prazo de redução de 50% até 2030. Em 1º de julho, o Sistema de Gestão Operacional (MOS) da Rio Tinto foi oficialmente lançado, unificando os padrões internos de segurança de produção e gestão operacional.

Na otimização de ativos, a Rio Tinto planeja concluir cerca de US$ 5 bilhões em desinvestimentos até o final de 2026, com meta de liberação de caixa de médio e longo prazo entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões, direcionando recursos prioritariamente para projetos de crescimento de alta qualidade e alto retorno. A mina de ferro Simandou concluiu a primeira exportação de minério de alto teor em abril deste ano, com a construção da infraestrutura da mina e do porto SimFer avançando além de três quartos; os 3 projetos de minas substitutas de minério de ferro em Pilbara progridem de forma estável dentro do orçamento, com previsão de primeira produção em 2027.

O CEO do Grupo Rio Tinto, Simon Trott, afirmou que o desempenho do grupo no primeiro semestre alcançou crescimento exponencial, com as receitas geradas pelas três principais operações de metais não ferrosos — cobre, alumínio e lítio — superando mais da metade do total do grupo. Com forte reserva de fluxo de caixa e balanço patrimonial sólido, o grupo continuará investindo em projetos de crescimento de alto retorno enquanto mantém a distribuição estável de dividendos aos acionistas.

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