De acordo com pt.wedoany.com-A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou no dia 7 que a empresa expandirá sua capacidade de refino, independentemente de recomprar ou não a Refinaria de Mataripe. A refinaria, anteriormente conhecida como RLAM no sistema da Petrobras, pertence atualmente à Acelen, controlada pelo fundo Mubadala dos Emirados Árabes Unidos.

Em entrevista coletiva sobre os resultados financeiros do segundo trimestre da estatal, Chambriard disse que a empresa deseja avançar com a expansão juntamente com Mataripe, desde que obtenha um preço compatível com o valor de mercado do ativo. A Petrobras e o Mubadala iniciaram negociações e processo de due diligence na gestão anterior (sob Jean Paul Prates), mas as conversas não avançaram na gestão de Chambriard. Esta não é a primeira vez que ela sinaliza a possível recompra da refinaria, mas a oferta ficou abaixo do valor pedido pelo lado árabe.
Em relação à autossuficiência em diesel, Chambriard reiterou que a meta original de atender 85% da demanda doméstica com a produção de diesel até 2030 será revisada para 100% de autossuficiência no plano estratégico quinquenal até 2031. O plano será divulgado em novembro deste ano.
O alcance dessa meta dependerá da expansão e modernização das refinarias existentes (modernização, manutenção e ampliação), bem como da produção adicional de novas biorrefinarias dedicadas ou biorrefinarias dentro de parques fósseis.
O diretor de Processos Industriais e Produtos, William França, informou que o parque de refino da Petrobras produz atualmente 700 mil barris de diesel por dia, com previsão de expansão para 970 mil barris/dia até 2030, e a empresa espera acelerar o ritmo para atingir 1,25 milhão de barris/dia até 2031. França afirmou que isso alcançará o "número mágico" necessário para a autossuficiência.
França também revelou que, além das pequenas expansões em andamento e dos projetos de duas novas biorrefinarias, a empresa já iniciou estudos para uma nova intervenção na refinaria Rnest. Localizada em Pernambuco, a Rnest tem sido o maior motor de crescimento da produção de diesel da Petrobras. Ele disse que, com as mesmas condições de hardware, é possível aumentar a capacidade de processamento eliminando os gargalos no topo das torres de destilação. A expansão inclui ainda a modernização da Unidade 1 e a construção da Unidade 2, com meta de dobrar a capacidade da fábrica para 260 mil barris/dia até 2029, com investimento de R$ 12 bilhões.





















