Binatural na Fenasucro 2026 defende expansão do biodiesel na economia

2026-08-17 10:18
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De acordo com pt.wedoany.com-A Binatural, uma das principais produtoras de biodiesel do Brasil, defendeu a expansão do biocombustível em diversos setores da economia durante a 32ª edição da Fenasucro & Agrocana, realizada no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP). A edição de 2026 do evento reuniu mais de 600 marcas expositoras, cerca de 3.000 produtos e visitantes de mais de 80 países.

Binatural defende expansão do uso de biodiesel em setores estratégicos da economia durante a Fenasucro

O diretor comercial da Binatural, Manuel Viveiros, representou a empresa no Fenabio, encontro de bioenergia realizado durante a feira. Em sua apresentação, ele afirmou que a indústria brasileira de biodiesel já tem condições, em termos de escala, tecnologia, capacidade instalada e oferta de matéria-prima, de ampliar sua contribuição para a descarbonização, e que setores como transporte marítimo, ferrovias e geração termelétrica podem adotar soluções já existentes para avançar na redução de emissões. Viveiros destacou que a transição energética não pode se concentrar apenas em tecnologias que levarão anos para ganhar escala, mas também deve valorizar opções com efeito imediato. Ele também atua como coordenador de usos alternativos do biodiesel na União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene de Aviação (Ubrabio).

"O biodiesel já é produzido em escala no Brasil e, quando olhamos para os setores que precisam reduzir emissões, há soluções disponíveis agora. Ampliar essas aplicações é uma oportunidade de transformar descarbonização em desenvolvimento", afirmou Viveiros.

O transporte marítimo foi um dos destaques da fala de Viveiros. O setor responde por cerca de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa, consome aproximadamente 300 bilhões de litros de combustível marítimo por ano e precisa atingir emissões líquidas zero por volta de 2050, conforme metas da Organização Marítima Internacional (IMO). O biodiesel pode ser integrado diretamente à infraestrutura e às operações existentes, sendo um combustível do tipo drop-in, com vantagem de redução imediata de emissões em comparação a outras tecnologias ainda em desenvolvimento. "O transporte marítimo não precisa esperar até 2050 para começar a reduzir emissões; o biodiesel pode iniciar essa ação agora. Cada litro de combustível fóssil que substituímos hoje significa que a redução de emissões começa a ser contabilizada imediatamente", disse Viveiros. Para os usuários, o biodiesel também permite avançar nas metas climáticas corporativas em paralelo ao desenvolvimento de novas tecnologias que possam complementar a matriz energética marítima nas próximas décadas.

Mudanças regulatórias reduziram as barreiras para adoção de novos usos. A Lei do Combustível do Futuro dispensou a exigência de autorização prévia da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para aplicações como transporte ferroviário, navegação interior e marítima, frotas fechadas, mineração e geração de energia. Interessados nesses usos precisam apenas notificar a ANP para utilizar B100 ou misturas acima do percentual obrigatório. Viveiros afirmou que, com a simplificação do processo, aumentou significativamente o número de empresas consultando sobre a adoção do biodiesel: "Quando reduzimos as barreiras para empresas que querem descarbonizar, criamos condições para que mais negócios conheçam na prática as possibilidades do biodiesel."

A indústria brasileira de biodiesel já acumula escala significativa. Desde o início do programa nacional, o Brasil produziu mais de 90 bilhões de litros de biodiesel, o que corresponde a uma redução de cerca de 300 milhões de toneladas de CO2 e evitou importações de mais de US$ 45 bilhões em diesel fóssil. A cadeia produtiva sustenta mais de 300 mil famílias de agricultores, conta com 58 usinas e capacidade instalada anual superior a 15 bilhões de litros. Viveiros destacou que o biodiesel não é apenas uma substituição de combustível, mas uma cadeia produtiva nacional capaz de reduzir emissões, diminuir a dependência de importações, impulsionar o desenvolvimento industrial e gerar renda para agricultores. Quanto mais novos setores o adotarem, maior será sua contribuição para a economia e a segurança energética do Brasil.

A Binatural opera desde 2006 e está entre as dez maiores produtoras de biodiesel do Brasil, com portfólio diversificado de matérias-primas e investimento contínuo em inovação, pesquisa e desenvolvimento. Além do biodiesel, a empresa produz ácidos graxos, glicerina e borra, sendo os dois primeiros exportados para diversos mercados internacionais. A companhia integra há seis anos consecutivos a lista das 500 empresas de crescimento mais rápido das Américas do Financial Times e possui certificações ISCC e GPTW, esta última garantindo sua posição entre as dez melhores empresas do agronegócio brasileiro para se trabalhar.

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