De acordo com pt.wedoany.com-A Chevrolet lançou os modelos Onix e Onix Plus Eco, desenvolvidos exclusivamente para operar com etanol puro, o que promete dar novo impulso à cadeia produtiva do milho em Mato Grosso do Sul. A edição nº 09/2026 do Informativo Econômico destaca que esse movimento ocorre em meio à expansão da produção de etanol de milho na região, ao aumento da demanda por biocombustíveis e à chegada de novos investimentos industriais.
Ambos os novos modelos contam com motor turboalimentado desenvolvido especificamente para operar apenas com etanol, reforçando a estratégia de valorização dos biocombustíveis. Políticas na mesma direção incluem o aumento do percentual obrigatório de etanol anidro misturado à gasolina, de 30% para 32%, o que, por si só, deve elevar o consumo de combustíveis renováveis em cerca de 1 bilhão de litros por ano.
O analista econômico da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), Linneu Borges Filho, afirma que o lançamento de veículos exclusivos a etanol é mais um sinal do fortalecimento da cadeia de biocombustíveis, somando-se à expansão da capacidade de produção de etanol de milho local, criando perspectivas positivas para a demanda de grãos e a valorização da produção no estado.
Essa perspectiva tem respaldo em dados concretos para Mato Grosso do Sul. O Projeto SIGA-MS indica que a produção estimada da segunda safra no estado para o ciclo 2025/2026 é de 11,139 milhões de toneladas, com área plantada de 2,206 milhões de hectares.
A indústria de processamento local está em fase de expansão. A usina de etanol de milho em Sidrolândia já iniciou suas operações; em Nova Alvorada do Sul, foi anunciado investimento para a construção de uma usina de operação mista, utilizando cana-de-açúcar e milho como matérias-primas.
Atualmente, o etanol de milho representa cerca de 38% da produção brasileira de biocombustíveis. Essa participação ainda tem espaço para crescer, uma vez que o custo de produção é menor em comparação ao etanol de cana-de-açúcar, e o milho pode ser armazenado, o que ajuda a reduzir os efeitos da sazonalidade.
O estudo aponta que o aumento da oferta de etanol pode beneficiar os consumidores, contribuindo para a redução dos preços dos combustíveis, estimulando o consumo interno e diminuindo a dependência de combustíveis fósseis. Para os produtores rurais, o processamento local do milho pode agregar valor, reduzir custos logísticos e gerar melhores oportunidades de comercialização.
Filho conclui que o fortalecimento da cadeia do etanol é benéfico para a economia como um todo, agregando valor aos grãos por meio do processamento local e criando novas oportunidades para os produtores rurais; a estratégia de longo prazo do governo de promover a substituição da gasolina pelo etanol é especialmente necessária na fase atual.





















