A Estée Lauder reduziu sua previsão de lucro anual e alertou que as tarifas norte-americanas resultarão em uma perda de aproximadamente US$ 100 milhões neste ano, levando as ações a caírem 4% nas negociações da tarde.
O grupo de beleza de luxo afirmou que reduzirá os níveis de estoque e diminuirá as promoções para compensar o aumento de custos decorrente das mudanças na política comercial entre EUA e China. Cerca de um quarto dos produtos vendidos para a China e para as regiões da Europa, Oriente Médio e África é fabricado em fábricas nos Estados Unidos; por isso, a empresa planeja depender mais da produção no Japão e na Europa para aliviar a pressão das tarifas.
As vendas líquidas orgânicas caíram 13% no quarto trimestre, afetadas pela fraca demanda por cuidados com a pele e maquiagem, além da baixa no varejo de viagem, responsável por dois terços da queda de 8%. Além disso, a empresa também enfrenta fraqueza contínua nos mercados dos EUA, China, França e Alemanha. Apesar do prejuízo trimestral ter aumentado para US$ 546 milhões, sob a liderança do novo CEO Stéphane de La Faverie, a Estée Lauder busca crescimento por meio do lançamento de novos produtos de skincare, expansão da linha de luxo e fortalecimento do controle de custos. No entanto, a companhia projeta lucro ajustado por ação anual entre US$ 1,90 e US$ 2,10, abaixo da expectativa dos analistas de US$ 2,21.
Este rebaixamento destaca como as tarifas e a demanda frágil por produtos de luxo estão pressionando o gigante global da beleza. A Estée Lauder enfrenta ventos contrários no comércio, fraqueza no varejo de viagem e custos de reestruturação, ao mesmo tempo em que impulsiona a inovação para recuperar a rentabilidade.










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