A Austrália, aproveitando seus abundantes recursos de energia solar e eólica, está avançando ativamente na produção de metais verdes para capitalizar as oportunidades da transição global das cadeias de suprimentos para baixo carbono. De acordo com análises do setor, o país possui as maiores reservas de lítio do mundo e grandes quantidades de recursos minerais críticos, como minério de ferro e cobre, o que estabelece uma base para o desenvolvimento da indústria de processamento a jusante.
A produção de metais verdes visa substituir os combustíveis fósseis por fontes de energia renováveis. Dados mostram que, ao utilizar eletricidade renovável, as emissões de carbono por tonelada na fundição de alumínio podem ser reduzidas de 12-16 toneladas tradicionais para 1,5-2,0 toneladas; enquanto o processo de redução direta de ferro usando hidrogênio verde pode reduzir as emissões de carbono por tonelada de aço em 60%-75% em comparação com o processo integrado de alto-forno. Esta transição não só pode reduzir significativamente a pegada de carbono do produto, mas também aumentar substancialmente o valor das exportações: o minério de ferro custa cerca de US$ 100 por tonelada, mas após ser processado em tarugos de aço verde, pode atingir US$ 800-1200.
Para apoiar essa transição, a Austrália está acelerando a construção de infraestrutura de apoio. Até o final de 2024, sua capacidade instalada de energia renovável atingiu cerca de 60 GW, e a capacidade de armazenamento em baterias era de aproximadamente 4,5 GW. No entanto, a aplicação industrial ainda precisa resolver desafios como o fornecimento intermitente de energia renovável e a absorção pela rede elétrica. Atualmente, várias tecnologias, incluindo a redução direta de ferro à base de hidrogênio, já entraram na fase de demonstração, com o objetivo de alcançar aplicação em escala até 2030.









