O hidrogênio verde, como uma direção importante na transição para energias limpas, enfrenta desafios econômicos e ambientais em sua produção em larga escala. Embora a tecnologia de eletrólise por membrana de troca de prótons (PEM) seja adequada para a flutuação das energias renováveis, ela tem um custo elevado e depende de produtos químicos perigosos e persistentes (PFAS), que enfrentam restrições na União Europeia. Um novo plano de pesquisa chamado SUPREME surgiu como resposta, liderado pela Universidade do Sul da Dinamarca e reunindo uma equipe internacional que inclui a Universidade Técnica de Graz, na Áustria. O objetivo é desenvolver, em três anos, uma tecnologia de eletrólise sem PFAS, melhorar a eficiência e reduzir a dependência do irídio, um material escasso, para diminuir os custos de produção do hidrogênio verde e aumentar sua segurança ambiental.
Merit Bodner, do Instituto de Engenharia Química e Tecnologia Ambiental da Universidade Técnica de Graz, afirmou: "O hidrogênio, como matéria-prima fundamental, verá sua demanda continuar a crescer, envolvendo a produção de amônia e metanol, além do setor siderúrgico. Se pudermos evitar substâncias nocivas na produção de hidrogênio verde e reduzir seu preço a um nível próximo ao do hidrogênio fóssil, isso impulsionará a transição verde e o tornará mais atraente em aplicações como o armazenamento do excesso de energia renovável."
No projeto SUPREME, a equipe da Universidade Técnica de Graz está avaliando o desempenho de materiais sem PFAS; o Conselho de Pesquisa Científica e Tecnológica da Turquia (TÜBITAK) está desenvolvendo a próxima geração de membranas microporosas sem PFAS; a Universidade do Sul da Dinamarca, em parceria com a empresa britânica Ceimig, está trabalhando para reduzir o uso de irídio em até 75% e reciclar 90% do irídio; o Instituto Fraunhofer ISE, da Alemanha, está produzindo unidades de eletrodo-membrana; e a empresa norueguesa Element One Energy AS está desenvolvendo um novo design de eletrolisador rotativo. Financiado pela CETPartnership com apoio conjunto da Comissão Europeia, o projeto visa promover a ampla aplicação do hidrogênio verde por meio da tecnologia de eletrólise sem PFAS.









