Em 20 de março, o presidente do Brasil, Lula, sancionou um projeto de lei que amplia os benefícios fiscais para produtores nacionais de produtos químicos e petroquímicos, reduzindo a carga tributária sobre matérias-primas essenciais em mais de 60%. A medida visa enfrentar a pressão do aumento dos custos das matérias-primas causada pelos conflitos no Oriente Médio.
O projeto de lei foi publicado no Diário Oficial no mesmo dia, expandindo o Regime Especial de Incentivos para a Indústria Química (REIQ). A proporção de dedução para contribuições previdenciárias e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) relacionadas a matérias-primas elegíveis aumentou de 0,73% para 5,8%. Em 2026, o orçamento fiscal para esta política aumentará de R$ 1,1 bilhão para R$ 3,1 bilhões; de 2026 a 2031, o total de incentivos previstos sob o REIQ e programas de incentivo a investimentos correlatos deve atingir R$ 18 bilhões.
O vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Alckmin, declarou durante a cerimônia de assinatura em São Paulo que o momento da implementação da política foi cuidadosamente considerado. Ele destacou que, devido aos conflitos regionais, os preços do gás natural e das matérias-primas químicas continuam subindo. A redução da carga tributária sobre essas matérias-primas pelo governo federal neste momento visa aumentar a competitividade do setor, atrair investimentos e cooperação em inovação, e promover melhorias na eficiência energética.
A política recebeu uma resposta positiva imediata do setor. Jorge Villanueva, gerente da empresa mexicana de produtos químicos Alpek no Brasil, afirmou: "O projeto de lei sancionado é uma medida histórica de apoio às empresas químicas, mas o cerne ainda está na sua implementação efetiva." Ele disse que esse benefício fiscal pode aliviar a carga tributária sobre matérias-primas químicas e petroquímicas básicas, promover a produção local, ativar capacidade ociosa, estabilizar empregos e fortalecer a posição do Brasil nas cadeias globais de suprimentos. Isso é especialmente significativo no contexto atual de tensões geopolíticas, incertezas econômicas, pressões nas cadeias de suprimentos e volatilidade nos mercados de energia e matérias-primas.









