Petrobras planeja reajustar gasolina e retomar importação de diesel; avalia autossuficiência e investimentos no exterior
2026-05-13 17:39
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De acordo com pt.wedoany.com-A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta terça-feira (12 de maio), em teleconferência com analistas e entrevista coletiva, que a empresa ajustará o preço da gasolina em breve, mas acompanha a cotação do etanol para não perder participação de mercado.

"Estamos tratando do aumento da gasolina, mas sempre de olho na participação de mercado e no mercado de etanol. O preço da gasolina vai subir em breve, mas temos que garantir que esse mercado-alvo continue sendo nosso", disse. Chambriard mencionou que o preço do etanol recuou nas últimas duas semanas no Brasil. A empresa não reajusta a gasolina desde que o conflito no Oriente Médio, em março, elevou as cotações globais do petróleo. Questionada se o projeto de lei complementar dos combustíveis (PLP nº 114/26) influencia o reajuste, afirmou que é uma "ajuda". "O projeto de lei complementar ajuda, mas não ajuda a Petrobras, ajuda todos os agentes do mercado."Gráfico de preços de combustíveis

A companhia prevê retomar a importação de diesel a partir de junho, para atender ao aumento sazonal da demanda. "Em abril e maio, ainda não se identificou necessidade de importação. Em junho, quando começa a safra e a demanda cresce, talvez tenhamos que importar", afirmou a diretora executiva de Logística, Comercialização e Mercados, Angélica Laureano. Ela ressaltou que a empresa não deixou de honrar nenhum compromisso nos últimos meses e afirmou que "não há falta de diesel, seja no mercado interno ou externo. Se houver necessidade, faremos a importação". Chambriard enfatizou que a atividade de importação não trará prejuízos à companhia: "A Petrobras não terá nenhum prejuízo em qualquer ação que vise evitar oscilações de preço para o consumidor brasileiro."

A empresa avalia incluir no próximo plano de negócios projetos que tornem o Brasil totalmente autossuficiente em diesel e gasolina até 2030. "Com a guerra, o desempenho da companhia e a confiança do mercado brasileiro na Petrobras, estamos avaliando a oportunidade de alcançar a autossuficiência no próximo plano de negócios", afirmou a presidente. "É muito provável que tenhamos um parque de refino capaz de atender 100% da demanda de diesel", acrescentou. O próximo plano de negócios, que abrange o período de 2027 a 2031, está previsto para ser divulgado em novembro. O diretor executivo de Processos Industriais e Produtos e Transição Energética e Sustentabilidade, William França, apontou que projetos como a ampliação da Refinaria de Duque de Caxias, o segundo trem da Refinaria Abreu e Lima (com início em 2028) e o Complexo Energético Boaventura contribuem para a meta. Ele também mencionou que a empresa continua elevando a utilização das refinarias existentes, que atingiu 102,5% em abril, o melhor resultado histórico.

Em relação a investimentos no exterior, Chambriard afirmou que a empresa avalia entrar em ativos na Venezuela e no México. Uma delegação viajará ao México esta semana para avaliar oportunidades de negócios, após a abertura de diálogo com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum. A empresa tem interesse em cooperar com a estatal mexicana Pemex em exploração, produção e operação de campos maduros no Golfo do México. Ela também mencionou possíveis sinergias com a Braskem, petroquímica da qual a Petrobras detém 46% de participação, na produção de gás natural na região. "Temos interesse em participar da Braskem de forma mais dominante, para extrair todas as sinergias possíveis do nosso parque fabril com a dinâmica petroquímica." Mas acrescentou: "Isso seria a cereja do bolo. Mas, por enquanto, no México, ainda temos apenas boas intenções, que ainda não se transformaram em realidade." Sobre a Venezuela, Chambriard afirmou que o país alterou recentemente a legislação para atrair investidores estrangeiros e que a empresa está avaliando as condições de investimento. "Estudamos a Venezuela em 2023, temos um juízo interno sobre os ativos venezuelanos, então o próximo passo é entender a legislação que saiu recentemente e como agir de forma benéfica tanto para o Brasil quanto para a Venezuela."

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