De acordo com pt.wedoany.com-De acordo com dados divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), as vendas de cimento no Brasil atingiram 15,9 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026, representando um crescimento de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apenas em março de 2026, as vendas mensais foram de 5,8 milhões de toneladas, um aumento de 9% na comparação anual. O crescimento das vendas de cimento é impulsionado principalmente pelo forte desempenho do mercado de trabalho, pelo aumento das taxas de emprego e pela continuidade das atividades de construção habitacional, incluindo o impulso do programa "Minha Casa Minha Vida" (MCMV). O governo planeja construir 3 milhões de moradias até o final de 2026, o que deve gerar uma demanda adicional de aproximadamente 5 milhões de toneladas de cimento.

Apesar da recuperação da confiança do consumidor em março de 2026, o setor cimenteiro ainda precisa enfrentar desafios como mudanças nas taxas de juros, níveis de endividamento e escassez de mão de obra. O SNIC aponta que a instabilidade de mercado causada por conflitos internacionais já se reflete diretamente nos preços do petróleo e do gás natural, gerando preocupações com os custos de produção e logística. No Brasil, aproximadamente 90% do transporte de cimento depende do frete rodoviário, cujos custos são sensíveis ao preço do diesel. Paralelamente, o setor alcançou uma substituição térmica de 30% por meio da co-processamento de biomassa, resíduos industriais e combustíveis derivados de resíduos, reduzindo 2,8 milhões de toneladas de emissões de CO₂ no último ano, e continua avançando em iniciativas de descarbonização, incluindo o roteiro para neutralidade líquida até 2050 e o desenvolvimento de um sistema nacional de comércio de emissões.
Paulo Camillo Penna, presidente do SNIC, afirmou: "Apesar do forte desempenho no início do ano, a previsão para 2026 é de crescimento moderado. O desempenho do setor dependerá de fatores internos – como inflação, taxas de juros e atividade econômica – e de fatores externos, relacionados ao fim dos conflitos e à duração de seus impactos. Por um lado, há esforços de reindustrialização nacional implementados por meio de programas governamentais; por outro, algumas iniciativas, como a mudança na jornada de trabalho, agravaram problemas no período pré-eleitoral sem a necessária análise técnica. Além disso, regulamentações de precificação de frete sem profundidade técnica suficiente afetam a estabilidade, a previsibilidade e a recuperação do crescimento da indústria brasileira."
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