De acordo com pt.wedoany.com-O Instituto de Engenheiros de Minas do Peru (IIMP) apresentou recentemente uma agenda emergencial para os primeiros 100 dias do próximo governo, visando restaurar a competitividade do setor, acelerar o avanço de projetos e integrar o Peru na cadeia global de suprimentos de minérios críticos. Durante o evento "Mineração: Oportunidades Globais e Tarefas Pendentes do Peru", o presidente do IIMP, Darío Zegarra, destacou que a transição energética traz oportunidades geopolíticas, mas o Peru enfrenta desafios institucionais internos.
"A oportunidade estratégica do Peru no setor de minérios críticos é maior hoje do que há alguns anos. O principal gargalo deixou de ser geológico e se tornou institucional", afirmou Zegarra.
O IIMP propõe três ações prioritárias: primeiro, combater a mineração ilegal sob os aspectos de segurança, rastreabilidade e controle territorial, tratando-a como ameaça à segurança e governança; segundo, reformar o sistema de licenciamento por meio da simplificação administrativa e digitalização de licenças, aumentando a eficiência na execução de projetos; e terceiro, ampliar o espaço geopolítico por meio de acordos internacionais e memorandos de entendimento sobre minérios críticos. Zegarra enfatizou: "O Peru pode atuar como parceiro estratégico hemisférico, desde que integre as três agendas: combate às atividades ilegais, reforma do licenciamento e desenvolvimento da cadeia de suprimentos."
Vários ex-presidentes do IIMP também participaram das discussões. Víctor Gobitz defendeu o fortalecimento da rastreabilidade em vez da ampliação do Reinfo, e sugeriu a coordenação entre órgãos como Senace e ANA. Juan José Herrera propôs que o Ministério de Energia e Minas crie um sistema de rastreamento de licenças que interligue as agências reguladoras. Já Antonio Samaniego enfatizou que o Peru deve consolidar sua identidade como país minerador, regulando atividades informais por meio de licenciamento, controle de explosivos e fiscalização in loco, além de fortalecer o papel dos governos locais.
Zegarra concluiu que, independentemente da orientação política do próximo governo, a mineração deve ser tratada como prioridade estratégica, por estar ligada ao emprego, bem-estar e investimentos. Ele conclamou: "É preciso organizar a governança mineral e transformar diálogos dispersos em uma narrativa unificada: mais segurança, mais regularização e mais integração geopolítica estratégica."
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