De acordo com pt.wedoany.com-Pesquisadores da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul estão avançando na validação de campo de um novo produto biológico para controle de carrapatos. O produto é aplicado diretamente nas pastagens por meio de drones, com o objetivo de utilizar microrganismos do solo para controlar o carrapato-do-boi. A mais recente rodada de testes foi realizada esta semana em Uruguaiana, na região da Campanha do estado, marcando um novo passo rumo a alternativas sustentáveis.
O projeto, desenvolvido pelo Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor (IPVDF), propõe transferir o foco do controle do tratamento químico dos animais para a atuação no ambiente onde os carrapatos se encontram. O pesquisador José Reck afirma: "A maioria dos carrapatos espera pelo hospedeiro na pastagem, mas o controle ainda se concentra nos animais." A pesquisa seleciona fungos e bactérias do solo, microrganismos capazes de atingir os carrapatos sem prejudicar o gado, os seres humanos ou o meio ambiente. O agente biológico, após concentrado, é aplicado no campo por drones, aumentando a eficiência.
O secretário da Agricultura, Márcio Madalena, destaca que projetos como este são fundamentais para resolver problemas recorrentes enfrentados pelos produtores. Iniciado no começo de 2025, o projeto encontra-se atualmente na fase de validação em escala real, testando dois protocolos de tratamento e avaliando a relação custo-benefício. A previsão é que os trabalhos se estendam até julho, aproveitando a redução natural dos carrapatos no inverno para avaliar os resultados.
A professora Patrícia Golo, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, aponta que o método considera todo o sistema de produção, atuando de forma integrada sobre todas as fases do parasita. O projeto representa um avanço nas pesquisas de controle biológico de carrapatos conduzidas pelo IPVDF desde 2012, migrando do foco no animal para o controle ambiental.
O Rio Grande do Sul é um ponto crítico de infestação por carrapato-do-boi, com raças europeias suscetíveis, clima favorável, uso intenso de acaricidas químicos e rápido desenvolvimento de resistência. O veterinário da Seapi, Gabriel Fiori, afirma que, diante da resistência e da demanda por sustentabilidade, o experimento de controle biológico é uma estratégia fundamental. Nos últimos 15 anos, a Seapi tem investido em alternativas, e o novo projeto combina soluções biológicas com práticas de manejo como o pastoreio rotacionado, com potencial para reduzir o impacto ambiental e os custos a longo prazo.
José Reck avalia: "Se os resultados se confirmarem, a tecnologia poderá representar uma mudança significativa no controle de carrapatos a campo, unindo sustentabilidade e produtividade." (Fonte: Agricultura/RS)
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