Comissão da Câmara dos Deputados do Brasil aprova projeto de lei sobre salário de profissionais da Zootecnia
2026-05-09 19:19
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De acordo com pt.wedoany.com-A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados do Brasil aprovou, em votação terminativa, o Projeto de Lei nº 2.816/23, que incorpora formalmente os profissionais da área de Zootecnia ao sistema de garantia de piso salarial profissional já existente. A proposta equipara os técnicos em Zootecnia a profissões como engenheiros, agrônomos e veterinários, conferindo-lhes a mesma base salarial. O próximo passo é o envio da legislação para sanção presidencial, salvo se houver recurso para que seja submetida à apreciação do Plenário.

De acordo com as regras ajustadas, o cálculo da remuneração dos profissionais de Zootecnia segue o quadro estabelecido pela Lei nº 4.950-A/66 do país. Tendo como referência o salário-mínimo de 2026, no valor de R$ 1.582, para uma jornada diária de 6 horas, o piso salarial mensal será de 6 salários-mínimos, ou seja, R$ 9.492; para a jornada diária de 8 horas, aplica-se o fator de 8,5 salários-mínimos, podendo a renda mensal alcançar R$ 13.447. Sobre as horas excedentes à sexta hora diária, incide um adicional de 25%.

A relatora do projeto na comissão, deputada federal Renilce Nicodemos, considera que esta alteração preenche uma lacuna institucional que perdurava há muito tempo. Ela destacou que, quando a lei salarial vigente foi promulgada, em 1966, o Brasil ainda não possuía profissionais formados em Zootecnia, sendo que o primeiro curso de graduação na área foi criado exatamente naquele mesmo ano. Em seu parecer aprovado na comissão, afirmou de forma direta: "Passados quase sessenta anos, é plenamente justificável e necessária a atualização dessa norma, para assegurar a isonomia salarial e a valorização da categoria profissional."

O texto aprovado modifica tanto a ementa quanto o corpo do artigo da Lei nº 4.950-A/66, fazendo com que os graduados em Zootecnia sejam formalmente incluídos no grupo de profissionais técnicos que abrange as áreas de Engenharia, Química, Arquitetura, Agronomia e Medicina Veterinária. Esta versão do Congresso Nacional, assinada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, em dezembro de 2024, altera a base do tratamento legal da profissão no Brasil.

As entidades do setor consideram este avanço na legislação salarial como um marco crucial, especialmente considerando que o rebanho brasileiro está entre os maiores do mundo e a pecuária avança aceleradamente para modelos intensivos e orientados por dados. Os profissionais atuam amplamente em áreas como nutrição animal, melhoramento genético, manejo de confinamento, produção leiteira, formulação de dietas e bem-estar animal, além de estarem presentes em postos de trabalho na indústria de abate e processamento, cooperativas, indústria de rações e consultoria técnico-científica. A nova referência salarial tende a impulsionar a atratividade da carreira, reduzir as disparidades salariais e consolidar ainda mais a força de trabalho técnica nos diversos elos da cadeia produtiva da Zootecnia.

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