De acordo com pt.wedoany.com-A United Airlines anunciou que retomará os voos diretos diários entre o Aeroporto Intercontinental George Bush, em Houston, e o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas, na Venezuela, a partir de 11 de agosto de 2026, encerrando um hiato de nove anos. A companhia torna-se, assim, a segunda transportadora aérea dos EUA a regressar ao mercado venezuelano, após a American Airlines.
A United planeia operar esta rota diária com aeronaves Boeing 737-8. A última vez que a companhia aérea serviu a Venezuela foi em junho de 2017, tendo operado anteriormente no mercado do país por mais de duas décadas, antes de se retirar devido à deterioração da situação económica e política local. Patrick Quayle, Vice-Presidente Sénior de Planeamento de Rede Global e Alianças da United, afirmou: "Esta rota ajudará a fortalecer os laços culturais e económicos em todas as Américas e consolidará ainda mais a posição do hub da United em Houston como a principal porta de entrada para a região."
Antes deste restabelecimento de rota, a American Airlines já tinha retomado, em abril, os voos diários de Miami para Caracas utilizando aeronaves Embraer E175 da Envoy Air, e planeia aumentar a frequência para 14 voos semanais a partir de 22 de maio. A companhia aérea venezuelana Laser Airlines também retomou a rota Miami-Caracas através de uma parceria com a Global Crossing Airlines.
O serviço aéreo comercial entre os EUA e a Venezuela tinha sido suspenso em maio de 2019 por Washington, citando riscos de segurança e a ausência de presença diplomática. Desde então, as relações entre os dois países mudaram, e o Departamento de Transportes dos EUA aprovou uma série de isenções, permitindo que as transportadoras aéreas retomassem os serviços regulares de passageiros. O Secretário dos Transportes dos EUA, Sean Duffy, declarou: "À medida que os EUA e a Venezuela trabalham em conjunto para expandir a produção e criar novas oportunidades económicas, esta rota específica é crucial para o transporte de trabalhadores da indústria petrolífera para o país."
Antes da suspensão dos voos em 2019, a Venezuela era um dos maiores mercados sul-americanos para os EUA. Dados da Sabre Market Intelligence mostram que o tráfego bidirecional de passageiros de origem e destino entre os dois países se aproximou dos 602.000 em 2018. A American Airlines representava cerca de 58% da capacidade total entre os EUA e a Venezuela nesse ano. O regresso da United à Venezuela ocorre depois de a Qatar Airways também ter anunciado, esta semana, planos para lançar uma rota de Doha para Caracas, via Bogotá, utilizando aeronaves 777-200, tornando-se a primeira transportadora do Golfo a servir a Venezuela.
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