Sistema de Nós Sísmicos Submarinos sob Demanda é Implantado pela Primeira Vez no Campo de Mero, no Brasil
2026-05-14 17:45
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De acordo com pt.wedoany.com-O sistema OD OBN foi implantado pela primeira vez no campo de Mero, no Brasil, para aquisição de dados sísmicos 4D. Localizado no pré-sal da Bacia de Santos e operado por um consórcio formado pela Petrobras (38,6%), Shell Brasil (19,3%), TotalEnergies (19,3%), CNPC (9,65%), CNOOC (9,65%) e PPSA (3,5%), o campo de Mero utilizou o sistema de Nós Sísmicos Submarinos sob Demanda (sistema OD OBN) para adquirir dados sísmicos 4D. A primeira fase de qualificação da tecnologia foi concluída, com a implantação de 84 unidades no fundo do mar, a cerca de dois mil metros de profundidade. O projeto é financiado pela Shell Brasil e pelo CENPES da Petrobras, com recursos provenientes da cláusula de P&D da ANP, e executado pelo SENAI CIMATEC e pela Sonardyne.

A qualificação foi concluída após oito anos de desenvolvimento tecnológico, incluindo projeto conceitual, fabricação de protótipos, testes de laboratório e mais de dois mil dias de testes em águas profundas. A implantação validou a logística do sistema de instalação e, durante a operação, parte do equipamento passou por testes de verificação de transmissão de dados via comunicação óptica a laser. Valter Beal, líder do projeto de inovação do SENAI CIMATEC, afirmou que a operação de implantação do primeiro lote piloto de 84 OD OBNs foi crucial para o projeto e sua comercialização, e o sucesso reflete a maturidade do desenvolvimento.

Manoela Lopes, diretora de Tecnologia e Inovação da Shell Brasil, destacou que a conclusão da primeira fase de implantação do sistema OD OBN no campo de Mero é um passo decisivo para a maturação da tecnologia, que tem potencial para gerar valor para as operações offshore. Nos próximos meses, ocorrerão a aquisição sísmica, a coleta e a interpretação dos dados. A parceria com a Petrobras, o SENAI CIMATEC e a Sonardyne visa transformar os resultados de P&D em decisões mais frequentes e precisas sobre os reservatórios, aumentando a competitividade dos campos do pré-sal. As fases de aquisição e coleta de dados sísmicos concluirão a qualificação do sistema OD OBN. A aquisição inclui a realização de levantamento sísmico na área monitorada, e a coleta envolve a recuperação dos dados registrados por meio de comunicação óptica. O processamento e a interpretação dos dados seguirão o fluxo convencional de levantamentos sísmicos 4D, avaliando o desempenho do sistema e seu potencial para apoiar o gerenciamento de reservatórios.

Lílian Barreto, gerente executiva do CENPES da Petrobras, afirmou que esta é a primeira vez que uma tecnologia capaz de monitorar campos do pré-sal é desenvolvida no Brasil, demonstrando que a colaboração entre empresas e instituições de pesquisa pode impulsionar o desenvolvimento industrial brasileiro. A Sonardyne contribuiu com tecnologias de comunicação acústica e óptica submarina, permitindo que os nós sejam controlados e tenham seus dados recuperados em ambiente de águas profundas. A empresa forneceu expertise em integração de sistemas e engenharia, sendo corresponsável, juntamente com o SENAI CIMATEC, pela fabricação do sistema piloto no Brasil. Shaun Dunn, diretor de projetos da Sonardyne, disse que a implantação bem-sucedida do sistema em Mero é uma validação contundente da tecnologia e do esforço colaborativo de P&D, e que espera alcançar a comercialização plena e a fabricação local no Brasil. Os nós do sistema OD OBN são sensores que capturam as ondas sísmicas refletidas pelo reservatório. As informações são processadas por supercomputadores, permitindo ajustar as taxas de produção e os volumes de reinjeção para estimular a produção dos poços. O equipamento pode operar no fundo do mar por até cinco anos, em profundidades de até três mil metros, podendo ser ativado e desativado remotamente, com a extração de dados realizada por comunicação óptica através de veículos subaquáticos. Esta aquisição e coleta de dados sísmicos estabelecerá a base para a comercialização do sistema.

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