OneBio inaugura a maior planta de biometano em Paulínia, Brasil
De acordo com pt.wedoany.com-O governo do estado de São Paulo inaugurou, em março deste ano, a maior planta de biometano do país, na cidade de Paulínia, Brasil. A planta é operada pela OneBio e recebeu financiamento de 450 milhões de reais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Construída dentro de um parque ecológico que substituiu um antigo aterro sanitário, a instalação utiliza resíduos orgânicos para produzir biometano. Este combustível é considerado uma alternativa para o abastecimento de frotas de caminhões e ônibus.
O estado de São Paulo acelera o desenvolvimento do biometano combinando regulação com incentivos públicos. No final de 2025, a agência reguladora estadual estabeleceu novas regras que permitem que novas plantas se conectem diretamente à rede de gasodutos, sem repassar os custos a outros consumidores. Nesse modelo, o próprio fornecedor assume o investimento por meio de uma tarifa específica, criando um ambiente previsível para quem deseja ingressar no setor. A iniciativa está alinhada com as diretrizes estaduais de energia e clima de longo prazo, que posicionam o biometano como um componente-chave para expandir as fontes de energia renovável e reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Para liberar investimentos, o governo também adotou medidas como a simplificação do licenciamento ambiental, a oferta de incentivos fiscais e a facilitação da conexão de mercado, incluindo a criação de uma plataforma que conecta produtores, distribuidores e comercializadores. Algumas cidades já começaram a experimentar o abastecimento 100% com biometano nos próximos anos.
Projeções indicam que a produção diária no estado pode ultrapassar 1 milhão de metros cúbicos até 2028, consolidando sua posição como referência na transição energética brasileira. Do ponto de vista ambiental, o biometano, gerado a partir de resíduos orgânicos, integra-se ao ciclo de carbono renovável e pode reduzir significativamente as emissões em comparação com os combustíveis fósseis, chegando a quase 90% em casos específicos. O avanço desse mercado também está relacionado à dependência brasileira do diesel importado. Com o aumento das importações nos últimos anos, o biometano surge como uma alternativa viável para substituir parte do consumo de diesel e abre caminho para, no futuro, substituir o GLP e o gás natural em aplicações específicas.
Embora o Brasil possua uma oferta abundante de resíduos orgânicos, a produção em larga escala ainda enfrenta gargalos regulatórios, logísticos e econômicos. No âmbito regulatório, o arcabouço legal do biometano permanece fragmentado, com regras variando entre os estados e a ausência de um padrão nacional robusto, o que afeta a segurança jurídica para investimentos e dificulta a formação do mercado. Em termos de infraestrutura, a produção de biometano frequentemente se localiza em áreas rurais ou próximas a aterros sanitários, enquanto a rede de distribuição de gás do país é limitada, e a conexão por gasodutos ou o transporte por caminhões elevam os custos. Outro desafio é o financiamento: os projetos exigem alto investimento inicial e, apesar do apoio do BNDES, a facilidade de acesso ao crédito ainda não acompanha a demanda por expansão. Quanto à previsibilidade da demanda, o biometano ainda depende de contratos de longo prazo com frotas pesadas e clientes industriais, e a falta de uma garantia de consumo sólida pode travar novos projetos.
Na área tributária, o setor enfrenta uma concorrência desigual com os combustíveis fósseis, e a falta de incentivos fiscais mais amplos ou de uma política de precificação de carbono reduz a atratividade econômica do biometano. Questões de tecnologia e escala também são proeminentes: embora a matéria-prima seja abundante, a conversão eficiente ainda requer investimento tecnológico e padronização de processos. O biometano disputa espaço com alternativas como a eletrificação, o hidrogênio e os biocombustíveis líquidos, exigindo coordenação estratégica para evitar a sobreposição de incentivos. Mesmo diante dos desafios, o setor continua a se expandir, impulsionado por projetos em aterros sanitários, usinas sucroenergéticas e propriedades rurais. O presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), Evandro Gussi, afirmou: "O biometano é a nova fronteira da cana-de-açúcar, agregando valor ao Brasil e ampliando a oferta de energia limpa." Nos próximos anos, o desenvolvimento do biometano no Brasil dependerá da evolução regulatória, da expansão da infraestrutura e da criação de condições econômicas favoráveis.
Este texto foi elaborado por Wedoany. Qualquer citação por IA deve indicar a fonte “Wedoany”. Em caso de infração ou outros problemas, informe-nos prontamente, por favor. O conteúdo será corrigido ou removido. E-mail: news@wedoany.comProdutos Relacionados

Transformador de potência trifásico de dois enrolamentos sem regulação de excitação de 630kVA-31.500kVA
Jiangxi People TRANSMIT&TRANSFORM Electric Co.,Ltd.
Projeto de Geração de Energia a Gás de Carvão Subcrítico de 125 MW da JiuJiang PXSteel
Capital Engineering & Research Incorporation Limited


Carregador DC/DC de 120kW para veículos elétricos
Shenzhen Increase Technology Co., Ltd.

Série PCS-901 – Conjunto de Dispositivos de Proteção para Linhas de Transmissão de Ultra (Extra) Alta Tensão
Nanjing NR Electric Co., Ltd.

Dispositivo Integrado de Distribuição de Água por Pulso Inteligente
Sino Science and Technology Co., Ltd.
Veículo Modular Multifuncional de Abastecimento e Drenagem de Água (18T)
Changsha dewater machinery technology co., LTD.
Conversor de frequência do cortador de carvão
Shanxi Guangtai Lingxin Technology Co., Ltd.









