Acelen avança com projeto de SAF na Bahia e prevê início de produção em 2028
2026-05-18 16:54
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De acordo com pt.wedoany.com-Apesar de o decreto de obrigatoriedade do uso de Combustível Sustentável de Aviação (SAF, na sigla em inglês) no Brasil ainda não ter sido publicado, a Acelen continua avançando com seu projeto de biorrefinaria ao lado da refinaria de Mataripe, na Bahia, com previsão de início de produção no começo de 2028 e já tendo assegurado contratos de compra de longo prazo para a maior parte da produção futura. O vice-presidente de Comunicação, ESG e Relações Institucionais da empresa, Marcelo Lyra, afirmou durante o 3º Fórum Ubrabio de Biodiesel e Bioquerosene de Aviação, em São Paulo, que, como o projeto é voltado principalmente para exportação, o atraso no decreto não causou impacto substancial nos planos concretos.

Lyra revelou que a Decisão Final de Investimento (FID, na sigla em inglês) será anunciada nas próximas semanas, e que a definição das especificações de engenharia e o início da construção do projeto já estão em fase final. A biorrefinaria adotará um design de planta flexível, com capacidade para produzir 1 bilhão de litros de combustíveis renováveis por ano, incluindo SAF e Diesel Verde (HVO, na sigla em inglês), podendo ajustar a proporção dos produtos conforme a demanda do mercado. A maior parte da produção futura já está com contratos de compra firmados, voltados principalmente para os mercados dos Estados Unidos e da Europa. O investimento total do projeto é de cerca de 3 bilhões de dólares. A matéria-prima inicial será uma mistura de óleo de soja, óleo de cozinha usado (UCO, na sigla em inglês) e gordura animal, com a adição gradual do óleo de babaçu. A Acelen planeja plantar 180 mil hectares de palmeiras de babaçu em terras degradadas na Bahia e em Minas Gerais, com cerca de 20% da produção oriunda da agricultura familiar, visando aumentar a competitividade do SAF brasileiro na certificação de créditos de carbono no mercado internacional.

De acordo com a Lei do Combustível do Futuro, a partir de janeiro de 2027, as companhias aéreas que operam no Brasil deverão reduzir em 1% as emissões de gases de efeito estufa por meio do uso de SAF, percentual que subirá para 10% até 2037. Atualmente, o decreto regulamentador está em fase final de discussão na Casa Civil da Presidência da República, e os agentes do setor pressionam para que as regras sejam publicadas ainda neste semestre, a fim de dar segurança aos investimentos. Lyra considera que a publicação da regulamentação é crucial para consolidar uma indústria de SAF competitiva no Brasil, e que o arcabouço regulatório precisa manter a competitividade do país no mercado internacional de combustíveis renováveis, evitando que detalhes na sua elaboração criem obstáculos para a produção local.

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