Produção de etanol de milho no Paraná cresce 71,1% e estado se torna novo polo
2026-05-18 17:05
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De acordo com pt.wedoany.com-O Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná divulgou uma análise apontando que a produção de etanol de milho no estado cresceu significativamente 71,1%, emergindo como um novo polo de etanol de milho. A produção total de etanol de cana-de-açúcar e milho no Brasil está estimada em 40,69 bilhões de litros, um aumento de 8,5% em relação ao ciclo anterior; a participação do etanol de milho saltou de 9% na safra 2020/21 para 28%. A produção de etanol de cana-de-açúcar no Paraná neste ciclo está estimada em 1,18 bilhão de litros, uma leve queda de 2,2% em relação ao ano anterior; já a produção de etanol de milho está estimada em 31,54 milhões de litros, um aumento expressivo de 71,1% em comparação com os 18,436 milhões de litros do ciclo anterior. Embora o estado ainda não tenha um polo produtor de etanol de milho consolidado, grandes investimentos já estão em andamento, e espera-se que o Paraná se torne um dos principais produtores nacionais nos próximos anos.

No setor de laticínios, o preço do leite no Paraná está em alta, beneficiando os produtores. Na primeira semana de maio, o preço do litro de leite subiu para R$ 2,56, um aumento de 5,2%. O motivo é a redução sazonal na captação de leite e o aumento dos custos de alimentação do rebanho, o que impulsiona os preços de mercado e melhora a margem de lucro dos produtores. No entanto, o setor ainda enfrenta pressão das importações – as importações de lácteos cresceram 26,5% no primeiro trimestre de 2026, com produtos importados a preços baixos continuando a entrar no mercado interno.

No setor de grãos, a colheita de milho no Paraná mostra-se robusta diante das recentes flutuações climáticas. O Deral informou que geadas esparsas causadas por uma forte onda de frio no sul do estado não afetaram as lavouras. Atualmente, 96% da área plantada ainda está em fase de desenvolvimento, e há previsão de chuvas para a segunda quinzena de maio, com temperaturas estáveis acima de 8°C, reduzindo o risco de perdas.

O mercado de ovos passa por uma profunda reestruturação estratégica, principalmente devido às altas tarifas impostas anteriormente pelos Estados Unidos, principal importador. A avicultura brasileira redirecionou os produtos excedentes para mercados de maior valor agregado, com a receita de compras do Japão crescendo 122,9%. O volume total de exportações brasileiras de ovos caiu 5% no primeiro trimestre, mas a receita aumentou 16,4%, atingindo US$ 53,942 milhões. Além do Japão, mercados como Chile, Emirados Árabes Unidos e Senegal registraram forte crescimento em volume e receita. O Paraná, como o segundo maior estado exportador de ovoprodutos do país, obteve uma receita de US$ 13,696 milhões no primeiro trimestre, consolidando sua força nesse setor.

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