CBA registra lucro líquido de R$ 341 milhões no primeiro trimestre de 2026, estável em relação ao ano anterior
2026-05-27 16:56
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De acordo com pt.wedoany.com-A Companhia Brasileira de Alumínio (CBAV3) registrou lucro líquido de R$ 341 milhões no primeiro trimestre de 2026, com desempenho praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025, revertendo com sucesso o prejuízo de R$ 164 milhões do trimestre anterior. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 466 milhões, um aumento de 8% em relação ao ano anterior e de 81% em comparação com o quarto trimestre de 2025. A melhora no desempenho foi impulsionada principalmente pelo aproveitamento do ambiente favorável de preços do alumínio, pela otimização do mix de vendas e pela contribuição positiva do segmento de energia.

A receita líquida consolidada do primeiro trimestre totalizou R$ 2,3 bilhões, estável em relação ao mesmo período de 2025 e com crescimento de 5% em relação ao trimestre anterior. A alavancagem financeira caiu de 2,97 vezes no final de 2025 para 2,71 vezes, demonstrando o fortalecimento da disciplina financeira da companhia.

No ambiente de mercado, o preço médio do alumínio na London Metal Exchange (LME) foi de US$ 3.199 por tonelada, um aumento de 22% em relação ao ano anterior. As tensões geopolíticas no Oriente Médio, os estoques globais em mínimas históricas e as restrições do lado da oferta elevaram conjuntamente o prêmio de risco das commodities, impulsionando o preço do alumínio ao nível mais alto em quase quatro anos no final de março.

No mercado interno, os setores-chave atendidos demonstraram resiliência. Embora as taxas de juros e as condições de crédito permaneçam restritivas e o cenário global seja desafiador, as vendas totais de alumínio somaram 122 mil toneladas, estáveis em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas de alumínio primário cresceram 5% em relação ao ano anterior, totalizando 64 mil toneladas, impulsionadas por produtos de maior valor agregado (VAP), com destaque para vergalhões e lingotes de liga. As vendas do segmento de produtos transformados foram de 34 mil toneladas, um aumento de 3% e 6% em relação ao primeiro e quarto trimestres de 2025, respectivamente, refletindo um ambiente de demanda mais equilibrado nos principais mercados consumidores. O segmento de reciclagem registrou vendas de 24 mil toneladas no trimestre, uma queda de 8% em relação ao ano anterior, movimento alinhado com as expectativas – a alta do preço do alumínio na LME tende a pressionar a demanda deste segmento, e o consumo doméstico tornou-se mais cauteloso devido às incertezas macroeconômicas e às condições de crédito restritivas. A receita líquida do segmento de energia atingiu R$ 144 milhões, um aumento de 55% em relação ao ano anterior e de 7% em relação ao trimestre anterior, beneficiada pelo maior volume de energia excedente disponível para comercialização e pelo aumento dos preços de venda no mercado.

Em relação a ESG, a CBA concluiu o inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE) de 2025 e garantiu sua confiabilidade. A empresa mantém o menor desempenho de emissões globais na etapa de refino de alumina, sendo referência no setor com 2,56 toneladas de CO₂ equivalente por tonelada de alumínio fundido (abrangendo emissões da mineração à fundição), nível cerca de quatro vezes inferior à média do setor e com redução acumulada de 36% desde 2019. Além disso, a empresa foi incluída pelo segundo ano consecutivo no "Anuário de Sustentabilidade Global S&P 2025", que reconhece as empresas com as melhores práticas de sustentabilidade corporativa do mundo. Este ano, entre mais de 9.200 empresas avaliadas, apenas 848 foram selecionadas para a lista global. A CBA permanece como a única produtora global de alumínio primário a integrar a lista A do CDP (Disclosure Insight Action).

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