De acordo com pt.wedoany.com-A startup de máquinas pesadas Trark Máquinas, fundada por Gustavo Parra, de 22 anos, acumulou um faturamento de quase R$ 40 milhões em menos de três anos de operação, com clientes como Vale, Gerdau e ArcelorMittal, gigantes dos setores de mineração, siderurgia e ferrovias. A empresa planeja levar máquinas importadas da Europa e da China para o agronegócio, com a meta de alcançar cerca de R$ 50 milhões anuais apenas nesse setor nos próximos anos.
Parra, que antes ganhou milhões de reais com comércio eletrônico, optou por migrar para o setor de máquinas pesadas. Fundada no final de 2023, a Trark atua como distribuidora de equipamentos importados, trazendo para o Brasil máquinas consideradas críticas ou de alto risco em áreas como mineração, siderurgia e infraestrutura. A empresa trabalha atualmente com sete marcas internacionais, e o preço médio dos equipamentos vendidos é de cerca de R$ 500 mil.
Seu principal produto é o robô de operação remota da marca italiana MDB, compacto, usado principalmente para roçagem e limpeza de vegetação rasteira, especialmente em áreas de alto risco para trabalho manual. Parra afirma que o equipamento pode ser até 35 vezes mais produtivo que o trabalho humano em algumas aplicações. Desde o início das operações, a empresa já vendeu cerca de 100 unidades desse robô. A máquina visa substituir o trabalho manual tradicional, que exigia dezenas de pessoas expostas a acidentes, animais peçonhentos e condições climáticas adversas.
Parra exemplifica que, no modelo tradicional, a roçagem em áreas ferroviárias ou industriais exigia equipes de 40 a 50 pessoas, enquanto com duas máquinas e um técnico de segurança é possível realizar a mesma tarefa com maior eficiência, sem expor os trabalhadores a riscos. A Trark foi fundada por Parra em parceria com outros sócios. Parra vem de uma família tradicional ligada a infraestrutura e mineração, com vínculos com a Construtora Terraço, e seus sócios têm experiência em locação de máquinas para atividades-chave. O nome da empresa combina os conceitos de "trading" e "ark", simbolizando a missão de trazer para o Brasil as máquinas necessárias para o setor.
Atualmente, cerca de 10% do faturamento acumulado da Trark vem do agronegócio, totalizando aproximadamente R$ 5 milhões desde a fundação. A empresa não foca em pequenas propriedades, mas sim em operações de grande escala, como produtores de milho para etanol, plantações de eucalipto para bioenergia e grandes áreas de café e citros que exigem controle contínuo da vegetação entre as fileiras de cultivo. Parra afirma que o robô pode substituir o uso de certos herbicidas para controlar o crescimento de ervas daninhas, sendo especialmente útil em operações onde é difícil contratar grandes equipes. A empresa já possui equipamentos operando em projetos de bioenergia e em áreas agrícolas na Bahia, e está em negociações com grupos ligados ao milho e a florestas plantadas.
Parra diz que a Trark já construiu uma sólida reputação nos setores de mineração, siderurgia e ferrovias, o que permite à empresa direcionar seus esforços comerciais para o agronegócio. Ele menciona que seu objetivo sempre foi trabalhar com indústria pesada, e que o comércio eletrônico foi apenas uma transição. O negócio foi fundado enquanto Parra estudava na Skema Business School, com sede em Belo Horizonte (MG), instituição que desempenhou um papel importante no desenvolvimento de suas habilidades de liderança e relacionamento interpessoal.
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