Grupo Maggi, do Brasil, adquire fazenda de 30 mil hectares na Bolívia
2026-07-28 10:44
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De acordo com pt.wedoany.com-O Grupo Maggi, um dos maiores conglomerados agroindustriais do Brasil, adquiriu uma fazenda de aproximadamente 30 mil hectares na região de Concepción, na Bolívia, movimento considerado um dos maiores investimentos recentes do setor privado brasileiro no setor agrícola boliviano. Liderado pelo empresário Eraí Maggi, a aquisição coloca novamente a Bolívia no radar de investidores rurais brasileiros e reforça uma tendência crescente nos últimos anos: com a agricultura brasileira registrando forte valorização de terras, cada vez mais produtores e investidores voltam sua atenção para mercados vizinhos como Bolívia e Paraguai, em busca de áreas com menor custo e maior potencial de valorização.

O corretor brasileiro Giovani Comelli publicou um vídeo mostrando duas propriedades disponíveis exatamente na região de expansão do Grupo Maggi. Segundo ele, uma das áreas tem 5 mil hectares de mata nativa e a outra, 860 hectares, ambas próximas ao novo empreendimento adquirido pelo grupo mato-grossense. No vídeo, Comelli afirma que essas áreas estão próximas à região onde o Grupo Maggi comprou os 30 mil hectares, e acredita que a região vai se expandir, valorizar e se apreciar. Ele também mostra a cultura de sorgo local e destaca a qualidade do solo, afirmando que o teor de argila varia entre 45% e 50%, característica valorizada pela agricultura. Comelli ainda informa que oferece serviços completos de intermediação imobiliária rural para investidores brasileiros, incluindo análise documental, assessoria jurídica e orientação em todas as etapas da transação, visando proporcionar segurança a compradores que não conhecem o mercado local.

Nos últimos anos, o mercado de terras agrícolas no Brasil passou por uma valorização histórica. Em diversas regiões produtoras, como Mato Grosso, Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul, os preços por hectare praticamente dobraram em poucos anos, elevando significativamente a barreira de entrada para novos produtores e investidores. Essa situação tem levado muitos brasileiros a olharem para países vizinhos. Segundo Giovani Comelli, atualmente na Bolívia é possível encontrar terras de mata por valores entre 600 e 1.200 dólares por hectare, com permissão legal para desmatar até 80% da propriedade, enquanto terras agrícolas custam entre 2.000 e 8.000 dólares por hectare, dependendo da localização e da infraestrutura disponível. O corretor destaca que uma das principais vantagens do país é a fertilidade natural do solo, e afirma ser comum ver produtores cultivando soja sem adubação, com produtividade próxima de 4.000 kg por hectare. Ele também informa que cerca de 30% do território boliviano ainda não é utilizado para agricultura, principalmente devido ao relevo montanhoso e aos desertos de sal.

A segurança jurídica continua sendo uma das principais preocupações dos investidores que miram a Bolívia. Em resposta às preocupações geradas pela nacionalização de setores estratégicos promovida pelo ex-presidente Evo Morales em 2006, Comelli afirma acreditar que aquele período já passou e que a Bolívia vive um novo momento político, sendo agora o melhor momento para investir. Para os investidores, especialistas recomendam que, antes de qualquer aquisição internacional, seja feita uma análise detalhada da legislação local, das regras para compra de imóveis rurais por estrangeiros e da segurança jurídica do país, antes de realizar qualquer investimento.

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