De acordo com pt.wedoany.com-O governo do Reino Unido propôs a implantação de sistemas de armazenamento de energia em baterias compartilhados em todo o país e lançou uma consulta pública, na esperança de reduzir as contas de eletricidade dos consumidores. Entre as opções políticas em consideração, está o programa australiano Community Batteries for Household Solar (Baterias Comunitárias para Energia Solar Residencial), que recebeu 200 milhões de dólares australianos (cerca de 143 milhões de dólares americanos) em financiamento federal, apoiando mais de 300 projetos de baterias com capacidades entre 50 kW e 5 MW.
O funcionamento das baterias comunitárias permite que várias residências acessem a eletricidade armazenada, possibilitando que as famílias participem de atividades de arbitragem de armazenamento, economizando diretamente nas contas de luz. Embora o governo do Reino Unido tenha aumentado continuamente o apoio à implantação de energia solar em telhados e à eletrificação residencial nos últimos anos, nem todos os imóveis são adequados para a instalação de baterias residenciais individuais. Algumas famílias que alugam casas ou vivem em apartamentos não podem adotar essa tecnologia, e as baterias comunitárias são vistas como uma alternativa.
O ministro da Energia do Reino Unido, Michael Shanks, afirmou que, para que as famílias sintam plenamente os benefícios da eletricidade limpa, é necessário um sistema energético mais flexível, e as baterias comunitárias podem ajudar a alcançar esse objetivo. Ele enfatizou que isso significa devolver o poder às comunidades locais, encerrando a dependência do mercado de combustíveis fósseis, ajudando assim as comunidades a controlar sua energia, acumular riqueza local e restaurar o orgulho local.
No documento de consulta, o governo define baterias comunitárias como sistemas de baterias que atendem a várias residências e cujas economias diretas nas contas de eletricidade podem ser distribuídas para cada família. Essas baterias são geralmente instaladas juntamente com sistemas solares de propriedade comunitária ou privada. Atualmente, apenas alguns projetos de baterias comunitárias estão em operação no Reino Unido, e o governo cita mercados como Austrália, Países Baixos e Alemanha como exemplos a serem seguidos, sendo a Austrália o país com a maior escala de implantação.
O documento de consulta também aponta vários desafios enfrentados na promoção de baterias comunitárias. Os obstáculos técnicos incluem: a necessidade de software personalizado, redes privadas virtuais e gerenciamento ativo de microrredes; a cobertura incompleta de medidores inteligentes limita o acesso a tarifas flexíveis de eletricidade, impedindo que algumas famílias economizem nas contas ao reduzir a demanda de pico. Em comparação com baterias residenciais individuais ou sistemas solares, a conexão à rede elétrica de baterias comunitárias é mais complexa, cara e demorada, devido ao seu maior porte e à necessidade de infraestrutura associada. Além disso, desafios financeiros e a falta de conscientização pública também foram identificados como barreiras potenciais.
As partes interessadas do setor podem enviar comentários através do site do governo do Reino Unido, abordando tópicos como expansão da implantação, remoção de barreiras regulatórias e comerciais, e garantia de segurança. O prazo para submissão de evidências é 30 de julho de 2026.
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