Brasil assina marco regulatório para leilão de armazenamento em baterias; licitação ocorrerá em 2026
2026-06-05 11:16
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De acordo com pt.wedoany.com-O Ministério de Minas e Energia do Brasil assinou o marco regulatório para o leilão de capacidade de armazenamento em baterias, que deve ser publicado oficialmente ainda esta semana, e confirmou que a licitação ocorrerá em 2026. O anúncio foi feito pelo secretário-executivo da pasta, Gustavo Cerqueira Ataíde, durante audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.

Cerqueira afirmou que o governo, juntamente com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, já assinou o decreto que estabelece o marco regulatório para o leilão de armazenamento em baterias, o qual será publicado no Diário Oficial da União no dia seguinte, abrindo caminho para a realização do leilão de baterias até o final de 2026.

Este leilão, inserido no contexto dos Leilões de Reserva de Capacidade (LRCAP), deverá definir regras que abrangem o porte dos sistemas, o tempo mínimo de operação, os sinais de localização e possíveis incentivos ao conteúdo local. Com base na consulta pública iniciada em novembro de 2025, o marco pode exigir que os sistemas tenham, no mínimo, 30 MW e se comprometam a operar por quatro horas diárias na potência máxima. O prazo contratual será de 10 anos, com início do fornecimento em 1º de agosto de 2028.

O marco também pode incluir um bônus de vantagem competitiva para projetos conectados a pontos específicos do Sistema Interligado Nacional (SIN). Esses pontos são identificados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) como locais que proporcionam os maiores benefícios operacionais. Simulações da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que tais incentivos de localização favorecerão pontos de conexão no Nordeste e no norte de Minas Gerais.

Cerqueira destacou que o armazenamento em baterias é essencial para atender às necessidades de capacidade, mitigar os impactos do excesso de geração renovável e manter a estabilidade dinâmica do sistema. Após a publicação do decreto, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá iniciar uma consulta pública sobre o edital do leilão.

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