De acordo com pt.wedoany.com-A startup de tecnologia climática Homeostasis, sediada em Seattle, está desenvolvendo uma tecnologia para converter dióxido de carbono em grafite sintético, um material essencial para baterias de íons de lítio. Fundada em 2022 pelo CEO Makoto Eyre e pelo CTO Dr. Julien Lombardi, a empresa tem como ideia central redefinir as emissões de carbono como um recurso que pode criar valor.

Em meio à pressão das empresas de energia para descarbonizar, a Homeostasis recebeu recentemente apoio estratégico do LAB7, braço de capital de risco da Saudi Aramco, para acelerar a implantação comercial de sua tecnologia nos mercados de energia e serviços públicos. A empresa afirma que a parceria avançará em três frentes: desenvolvimento de produtos, desenvolvimento de clientes e expansão geográfica, incluindo a ampliação da capacidade de testes, o fortalecimento do envolvimento com clientes e a abertura de novos mercados de cadeia de suprimentos de baterias, como a Arábia Saudita.
Ao contrário da captura e armazenamento de carbono tradicional, a Homeostasis não armazena as emissões capturadas, mas as converte em grafite com aplicações industriais. A empresa afirma que essa abordagem rompe com o modelo de captura de carbono dependente de armazenamento ou créditos de carbono. O grafite obtido da conversão de CO₂ é estável e durável, podendo ser reciclado ao final do ciclo de vida da bateria. Além disso, a tecnologia ajuda a mitigar o desafio da alta concentração no fornecimento de materiais essenciais para baterias de íons de lítio.
A Homeostasis adota um design de sistema modular, que pode ser implantado em locais industriais que já emitem CO₂. A integração básica requer apenas conexão com infraestrutura, interface de CO₂ e fonte de energia. A empresa destaca que a modularidade permite investimentos em fases, com operadores podendo expandir a capacidade gradualmente após validação. Módulos individuais podem ser mantidos ou substituídos de forma independente, garantindo continuidade operacional. A tecnologia produz materiais com alta cristalinidade e tamanho de partícula otimizado, reduzindo a necessidade de processamento adicional.

Do ponto de vista da matéria-prima, a quantidade de CO₂ de alta pureza já capturada supera a demanda global do mercado de baterias por grafite, e a capacidade de produção continua a se expandir, criando condições para implantação em larga escala. A empresa acredita que, no futuro, a conversão de carbono em materiais se tornará uma parte natural do design de locais industriais, assim como a recuperação de calor residual, oferecendo às empresas de serviços públicos um caminho econômico para transformar emissões em insumos essenciais para armazenamento de energia.Este texto foi elaborado por Wedoany. Qualquer citação por IA deve indicar a fonte “Wedoany”. Em caso de infração ou outros problemas, informe-nos prontamente, por favor. O conteúdo será corrigido ou removido. E-mail: news@wedoany.com









