De acordo com pt.wedoany.com-A Corporação Nacional do Cobre do Chile (Codelco) registrou produção própria de cobre de 272 mil toneladas métricas finas (tmf) no primeiro trimestre, uma queda de 8,1% em relação ao mesmo período de 2025. Considerando a produção atribuível de El Abra (49%), Anglo American Sur (20%) e Quebrada Blanca (10%), a produção total foi de 300 mil tmf, uma redução de 7,5% ante as 324 mil toneladas do ano anterior. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) da empresa atingiu US$ 2,143 bilhões, e os pagamentos ao Estado chileno (incluindo imposto de sigilo e royalties) totalizaram US$ 430 milhões.

O EBITDA aumentou US$ 795 milhões em relação ao primeiro trimestre de 2025, uma alta de 59%, impulsionado principalmente pela valorização do cobre no mercado internacional e pelo aumento dos preços de subprodutos como o molibdênio. O CEO Rubén Alvarado afirmou que as operações no trimestre foram apertadas, com a empresa enfrentando desafios como restrições de produção, queda de teor e aumento de custos, e que o foco do trabalho está em fortalecer a continuidade operacional, segurança, controle de custos e garantir a geração contínua de excedentes para o país.
Por mina, a produção da mina Radomiro Tomic cresceu 12% para 71,6 mil toneladas, devido ao aumento do teor de minério oxidado e ao maior envio de minério sulfetado para a planta de beneficiamento de Chuquicamata; a produção da mina Salvador aumentou para 11,7 mil toneladas, um crescimento de 80% ante as 6,5 mil toneladas do mesmo período de 2025, beneficiada pelo início da operação do projeto Rajo Inca. As produções das minas El Teniente, Ministro Hales, Chuquicamata, Gabriela Mistral e Andina caíram 26%, 10%, 18%, 14% e 6%, respectivamente. A produção de El Teniente continua sendo afetada pelo acidente fatal de julho do ano passado, Chuquicamata sofre com a redução da disponibilidade de minério na planta, Ministro Hales devido à queda de teor, Gabriela Mistral passou por manutenção programada, e Andina devido à redução do volume de minério recebido.
O desempenho da produção impactou os custos. O custo direto (C1) subiu 10% para 231,8 centavos de dólar por libra, devido à valorização cambial, queda na produção e aumento nos custos de materiais, custos de serviços de mineração em Teniente e custos de manutenção em Gabriela Mistral, El Salvador e Chuquicamata. O custo líquido do cátodo (C3) aumentou 6,3% para 397,5 centavos de dólar por libra, com as mesmas razões do custo C1, mas parcialmente compensado pelo efeito da variação cambial sobre os passivos denominados em pesos.
Os pagamentos ao Tesouro Nacional cresceram 94% em relação ao primeiro trimestre de 2025, totalizando US$ 430 milhões. O lucro líquido consolidado atribuível à Codelco no trimestre foi de US$ 290 milhões, quase cinco vezes superior ao do mesmo período do ano anterior (US$ 60 milhões).
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