De acordo com pt.wedoany.com-A Força Aérea Real (RAF) implantou um novo sistema de armas antiaéreas de baixo custo em operações no Oriente Médio para reforçar a proteção de cidadãos britânicos e parceiros regionais. Este equipamento, denominado Sistema de Armas de Precisão Avançada (Advanced Precision Kill Weapon System, APWKS), pode ser instalado em caças Typhoon para atingir alvos com precisão, a um custo significativamente inferior ao dos mísseis atualmente utilizados.

O Ministério da Defesa do Reino Unido, em parceria com as empresas BAE Systems e QinetiQ, através de um processo rápido de aquisição e teste, permitiu que o sistema passasse da fase de teste para implantação operacional em menos de dois meses. Em março deste ano, o sistema concluiu com sucesso um teste de ataque a alvos terrestres; em abril, pilotos do 41º Esquadrão de Teste e Avaliação (41 Test and Evaluation Squadron) da RAF realizaram disparos ar-ar, validando sua capacidade de neutralizar ataques de drones. Atualmente, o sistema já está em operação no Oriente Médio, sendo utilizado por caças Typhoon do 9º Esquadrão (9 Squadron) como parte da defesa do povo, dos interesses e dos parceiros britânicos.
O Ministro da Defesa para Preparação e Indústria, Luke Pollard, afirmou que este é um resultado da cooperação com a indústria, concluindo testes e implantação em poucos meses, o que ajudará a RAF a abater mais drones a um custo menor. A frota de Typhoon é o pilar da defesa aérea do Reino Unido e da OTAN, protegendo o flanco leste europeu contra invasões de drones russos e defendendo parceiros no Oriente Médio.
O APWKS utiliza um sistema de mira a laser para converter mísseis não guiados em armas de precisão de baixo custo, capazes de abater drones inimigos e outras ameaças. O desenvolvimento de sistemas de baixo custo oferece um meio mais eficaz e sustentável para enfrentar a crescente ameaça de drones às forças britânicas e seus parceiros.
Simon Barnes, Diretor-Geral do Grupo de Aviação da BAE Systems, afirmou que a prioridade é garantir que a RAF e seus aliados tenham as tecnologias avançadas necessárias, agora e no futuro, para se manterem à frente das ameaças em evolução. Esta capacidade demonstra a versatilidade do Typhoon e enfatiza seu papel contínuo como pilar do poder aéreo de combate na Europa e no Oriente Médio.
Steve Wadey, CEO do Grupo QinetiQ, afirmou que a equipe, desde a engenharia especializada até os testes com munição real, fornece suporte fundamental às forças armadas para oferecer capacidades urgentes, garantindo que o Reino Unido e seus aliados permaneçam seguros e prontos para o combate.
As aeronaves britânicas continuam a realizar missões no Oriente Médio, com pilotos e tripulantes acumulando mais de 2.500 horas de voo desde o início do conflito na região, o que equivale a mais de três meses consecutivos de missões de defesa.
O Comodoro do Ar, Diretor Adjunto de Operações do 11º Grupo Aéreo, Donal McGurk, afirmou que acolhe o rápido desenvolvimento e os testes meticulosos envolvidos na implantação desses sistemas de mísseis nos Typhoon, que são um complemento poderoso ao pacote de defesa aérea já em uso no Oriente Médio.
Os ativos de defesa aérea terrestres e baseados em helicópteros do Reino Unido também estão em alerta máximo para apoiar parceiros na região do Golfo, incluindo o sistema Sky Sabre na Arábia Saudita, o Míssil Multifuncional Leve (Lightweight Multirole Missile) no Bahrein, e os sistemas Rapid Sentry e ORCUS no Kuwait.
Há algumas semanas, o Ministério da Defesa assinou um contrato de milhões de libras para adquirir mísseis interceptadores Skyhammer, destinados a combater drones de ataque Shahed para as forças armadas britânicas. Em janeiro deste ano, o Ministério da Defesa comprometeu-se a investir mais de 650 milhões de libras na modernização da frota de caças Typhoon, garantindo mais de 1.500 empregos em todo o Reino Unido e mantendo a frota protegendo o espaço aéreo britânico pelo menos até a década de 2040.
O atual governo está a apoiar as forças armadas britânicas com o maior aumento sustentado nos gastos com defesa desde o fim da Guerra Fria, atingindo 2,6% do PIB a partir de 2027.
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