CTMIN do Chile reúne-se com novo governo para impulsionar agenda trabalhista na mineração
2026-06-08 10:01
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De acordo com pt.wedoany.com-A Coordenadora de Trabalhadores da Mineração (CTMIN) do Chile realizou sua primeira reunião formal com representantes do novo governo no Ministério do Trabalho, para impulsionar uma agenda trabalhista estratégica para o setor mineiro. A delegação ministerial foi liderada pelo chefe de gabinete, Pablo Bobic, acompanhado pelos advogados da subsecretaria, Carolina Infante e Joaquín Carmona.

Durante a reunião, a CTMIN apresentou o trabalho desenvolvido desde dezembro de 2022 no âmbito do diálogo social tripartite, especialmente os avanços da Comissão de Mineração, vinculada ao Conselho Superior do Trabalho. Esta comissão, composta por representantes do governo, empregadores e trabalhadores, já começou a abordar temas-chave como saúde e segurança ocupacional, emprego, terceirização, participação feminina nas operações mineiras e capacitação para enfrentar novos desafios produtivos.

A Política Nacional de Segurança e Saúde na Mineração (PNSSM) foi um dos temas centrais da reunião. Desenvolvida por meio de um processo tripartite, a política encontra-se atualmente em fase administrativa. A CTMIN enfatizou a necessidade de sua imediata publicação e implementação, considerando-a uma ferramenta crucial para fortalecer a coordenação entre os órgãos reguladores, racionalizar as competências institucionais e melhorar as condições de prevenção e proteção nas minas. Bobic manifestou a disposição do Ministério do Trabalho em publicar a PNSSM o mais breve possível, sem intenção de revisar seu conteúdo, impulsionando a conclusão dos processos pendentes, e destacou que a coordenação efetiva entre os diferentes órgãos reguladores é um dos aspectos mais relevantes da política.

A CTMIN também expressou preocupação com a situação da terceirização na mineração, defendendo a necessidade de retomar o acordo-quadro para reduzir as disparidades entre trabalhadores contratados e efetivos. A organização apontou que desafios como emprego, envelhecimento da força de trabalho, reconversão laboral, automação, digitalização, inteligência artificial e desenvolvimento de minerais estratégicos exigem uma resposta conjunta dos setores público e privado. Marco García, porta-voz da CTMIN e presidente da Federação dos Sindicatos da Mineração do Chile, afirmou que a reunião transmitiu as principais preocupações do movimento sindical mineiro, solicitando a continuidade dos processos relacionados à Comissão de Mineração, terceirização, acordo-quadro, inclusão feminina, Lei Karin e estabilidade no emprego.

A participação feminina na mineração foi outro tema importante. A CTMIN reconheceu os avanços dos últimos anos, mas apontou que ainda persistem disparidades salariais, dificuldades de conciliação, obstáculos para assumir cargos de responsabilidade e desafios na correta implementação da Lei Karin. A organização enfatizou a necessidade de uma atenção institucional específica para promover operações mineiras verdadeiramente inclusivas. O Ministério do Trabalho manifestou disposição para manter um canal de diálogo direto com as organizações sindicais do setor, reconhecendo a importância estratégica da mineração chilena e o alto nível de organização sindical na grande mineração. A CTMIN destacou que essa abertura deve se traduzir em continuidade institucional, medidas concretas e participação efetiva das organizações sindicais. A coordenadora reiterou seu compromisso em fiscalizar o cumprimento das normas trabalhistas e defender as conquistas que garantem condições de trabalho dignas, seguras e justas na mineração, como a redução da jornada semanal para 40 horas, a Lei Karin e a PNSSM.

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