De acordo com pt.wedoany.com-O Ministério de Minas e Energia (MME) do Brasil, na 319ª reunião ordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), decidiu manter para 2027 os mesmos parâmetros de aversão ao risco do Valor em Risco Condicional (CVaR) de 2026, e atualizar o Volume Mínimo Operacional (VMinOp) para os subsistemas Norte e Nordeste.

Em relação aos ajustes de parâmetros técnicos específicos, o VMinOp do subsistema Norte foi ajustado de 28,0% para 27,8%, e o do subsistema Nordeste, de 23,3% para 23,1%. O VMinOp dos subsistemas Sudeste, Paraná e Paranapanema foi mantido em 20%, e o do Sul e Iguaçu permaneceu inalterado em 30%. Os parâmetros de CVaR também foram mantidos, com o CVaR do modelo de operação e precificação (Newave Híbrido) em 15,40 e o CVaR do modelo de planejamento da expansão e cálculo da garantia física (Newave REE) em 25,35.
O Comitê discutiu os desafios atuais do sistema elétrico, incluindo o rápido crescimento das fontes renováveis intermitentes e a frequência de eventos climáticos extremos, que impõem maiores exigências aos modelos de cálculo. Com base nas discussões da 318ª e 319ª reuniões, o CMSE recomendou que o Comitê Técnico CT PMO/PLD elabore um cronograma de melhorias a ser submetido ao CMSE. Esta agenda visa coordenar as metodologias e processos de cálculo utilizados pelas diversas instituições nas atividades de planejamento, operação e precificação, priorizando a avaliação de novas opções de modelos de energia elétrica e impulsionando melhorias nos modelos para aproximá-los da realidade física do sistema. As direções de melhoria incluem a convergência dos modelos, o processo de atualização semanal da função de custo futuro, a necessidade de manter o modelo de curto prazo (DECOMP), a representação de incertezas no modelo de médio prazo, a redução do horizonte de tempo do modelo de médio prazo e a implementação do Unit Commitment Hidrelétrico (UCH) com discretização horária nos modelos.
Além disso, a CCEE reportou na reunião que, após a inclusão das usinas contratadas no LRCAP 2026 no modelo de cálculo, espera-se uma redução no Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), o que diminuirá o despacho de usinas termelétricas e reduzirá a possibilidade de acionamento da bandeira tarifária vermelha. O Comitê também aprovou um guia de transparência sobre a resolução de despacho de geração para garantia da segurança do suprimento de energia. O ONS reportou as ações tomadas para atender à carga mínima regulamentar, incluindo o acionamento, pela primeira vez em 7 de junho, do plano de corte emergencial das distribuidoras, reduzindo 1 GW de carga para equilibrar a alta geração solar distribuída com a baixa carga durante o feriado. O CMSE considerou a operação segura e eficaz. O ONS também destacou as medidas operacionais especiais que serão adotadas durante a Copa do Mundo de 2026 para garantir a segurança do fornecimento de energia. O CMSE confirmou que o suprimento nacional de energia elétrica em 2026 está garantido.
Em relação ao parâmetro CVaR, após avaliação, o CMSE considerou que a combinação com CVaR (15,40) é a que mais se aproxima do nível atual de aversão ao risco. Este parâmetro já é aplicado no planejamento da operação desde janeiro de 2025 e apresenta adequação suficiente à realidade operacional, como demonstrado pela significativa redução dos Encargos de Serviços do Sistema (ESS) nos últimos anos. Esta decisão visa proporcionar estabilidade ao nível de aversão ao risco, permitindo uma melhor observação das respostas às mudanças nos modelos. A atualização do VMinOp baseou-se nas recomendações do Comitê Técnico, com o objetivo de alinhá-lo mais estreitamente à Curva de Armazenamento de Referência (CRef). Os novos parâmetros acima entrarão em vigor no próximo ciclo operacional (a partir de janeiro de 2027).
Em relação às condições hidrometeorológicas, a Energia Natural Afluente (ENA) total do SIN em maio foi de 84% da Média de Longo Termo (MLT). No final de maio, a taxa de armazenamento equivalente do SIN era de aproximadamente 72%. O CMSE também ouviu a previsão meteorológica do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), indicando que, nas próximas duas semanas, a precipitação na bacia do rio Paraná (especialmente na bacia do rio Paranapanema) será acima da média, enquanto nas bacias dos rios Jacuí e Baixo Uruguai será abaixo da média. Em relação à expansão da geração e transmissão, em maio de 2026, a geração centralizada adicionou 4,4 MW. No setor de transmissão, novas linhas de transmissão entraram em operação comercial, incluindo: as linhas C1 e C2 de 500 kV Terminal Rio – Lagos, cada uma com 227 km; as linhas C1 e C2 de 500 kV Janaúba 6 – Capelinha 3, cada uma com 233 km; e o transformador TR3 500/138 kV Luziânia (225 MVA), localizado em Goiás. No mercado, o montante financeiro total liquidado no Mercado de Curto Prazo (MCP) em abril de 2026 foi de 3,15 bilhões de reais, dos quais 2,7 bilhões de reais foram liquidados, 322,11 milhões de reais (11,93% do valor liquidado) foram depositados na Conta de Energia de Reserva (CONER), e outros 446,1 milhões de reais estavam em situação de inadimplência. Em relação à importação e exportação de energia elétrica, em abril de 2026, a potência média exportada para a Argentina foi de 101,5 MW (73 GWh); em maio (dados preliminares), a potência média exportada foi de 755 MW (562 GWh), dos quais 98% para a Argentina e 2% para o Uruguai. O CMSE continuará monitorando a situação do suprimento nacional de energia elétrica.
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