Quênia aloca US$ 124 milhões para plano de rodovia digital no ano fiscal de 2026/2027
2026-06-11 16:50
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De acordo com pt.wedoany.com-O governo do Quênia alocará mais de 16 bilhões de xelins (cerca de US$ 123,7 milhões) no orçamento do ano fiscal de 2026/2027 para o projeto emblemático de expansão da rede de fibra óptica nacional. O Secretário do Gabinete do Tesouro Nacional, John Mbadi, apresentará a declaração orçamentária ao parlamento na quinta-feira, e o porta-voz do governo, Isaac Mwaura, revelou esse valor antes da divulgação da declaração.

O projeto de rodovia digital do Quênia receberá apoio financeiro. (Fonte da imagem: 123RF)

Mwaura, em seu discurso semanal de rotina, afirmou que a alocação e o orçamento mais amplo refletem o compromisso do governo com a transformação econômica, criação de empregos e melhoria na prestação de serviços, acrescentando que o governo já destinou 16,3 bilhões de xelins para o plano de rodovia digital, a fim de acelerar a conectividade, inovação e acesso a serviços digitais em todo o país. O plano, oficialmente estabelecido em 2023, visa fortalecer a infraestrutura de tecnologia da informação e comunicação e infraestrutura urbana do Quênia, priorizando a instalação de 100 mil km de cabos de fibra óptica. Após a expansão, espera-se criar 25 mil pontos de acesso Wi-Fi público e estabelecer centros inteligentes digitais rurais em cada um dos 1.450 distritos eleitorais do Quênia. O projeto conta com o apoio de parcerias público-privadas e investimentos-chave, como o "Projeto de Aceleração da Economia Digital do Quênia", de US$ 390 milhões, do Banco Mundial.

Em seu briefing, Mwaura também defendeu o controverso Projeto de Lei Financeira do governo, refutando alegações de que a lei introduziria novos impostos, afirmando que, na verdade, o projeto reduz o imposto sobre telefones celulares de 56% para 25%, ao mesmo tempo que aloca fundos para o desenvolvimento nacional. Consumidores, participantes de finanças digitais e operadoras de telecomunicações haviam protestado veementemente anteriormente, pois o projeto propunha um imposto sobre consumo de 25% sobre o valor dos telefones celulares, o que, segundo críticos, aumentaria significativamente o preço de varejo dos smartphones. Organizações da sociedade civil e analistas também expressaram preocupações com riscos de privacidade de dados e vigilância, já que o governo precisaria estabelecer mecanismos para rastrear dispositivos pessoais a fim de tributar no momento da ativação.

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