De acordo com pt.wedoany.com-Representantes do setor elétrico brasileiro, governo, órgãos reguladores e instituições financeiras defenderam, nesta quarta-feira (10), a adoção de medidas para viabilizar a construção de usinas hidrelétricas reversíveis. O tema foi debatido em uma mesa redonda organizada pela Associação Internacional de Hidrelétricas (IHA, International Hydropower Association) e pela Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage), ocasião em que foi divulgado um documento de políticas públicas com recomendações para destravar investimentos em sistemas de armazenamento de energia hidrelétrica.

O documento propõe quatro eixos principais de ação. O primeiro é a definição da identidade regulatória dos sistemas de armazenamento de energia hidrelétrica, incluindo regras de concessão e acesso à rede. O segundo é a criação de condições para o desenvolvimento de projetos, com sinais de localização e previsibilidade para leilões futuros.
O documento também defende o estabelecimento de contratos de capacidade ou flexibilidade de longo prazo, considerados essenciais para garantir a viabilidade econômica dos investimentos. Outra recomendação é a adoção de procedimentos de licenciamento ambiental e outorga proporcionais ao porte e impacto dos projetos, especialmente para projetos de ciclo fechado ou reformas de usinas existentes.
Segundo as entidades, com a expansão das fontes eólica e solar, as usinas hidrelétricas reversíveis podem desempenhar um papel estratégico no aumento da flexibilidade operacional do sistema elétrico. O documento aponta que o atraso na implantação dessa tecnologia já resultou em aumento dos custos do sistema, maior desperdício de energia renovável e maior dependência de usinas termelétricas nos horários de pico de demanda.
Participaram da mesa redonda representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), Ministério da Fazenda (MF), Tribunal de Contas da União (TCU), Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), além de representantes da indústria e do setor financeiro.
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