De acordo com pt.wedoany.com-A Energisa suspendeu a aprovação de novos projetos de geração distribuída de pequeno porte em algumas áreas onde a rede elétrica está saturada ou tem dificuldades para lidar com o fluxo reverso.

Fernando Maia, vice-presidente de Regulação e Relações Institucionais da Energisa, afirmou durante o evento Aquecimento MinutoMega Talks, promovido pela MegaWhat em 10 de junho no Rio de Janeiro, que a medida se aplica apenas à aprovação de novos projetos, não afetando autorizações e contratos já firmados. O objetivo é evitar agravar os problemas em áreas onde a rede de distribuição tem dificuldades para absorver a energia injetada pela geração distribuída.
Maia destacou que os estados de Mato Grosso, Acre e Rondônia apresentam problemas de capacidade elétrica. A Energisa já parou de aprovar novos projetos de geração distribuída em algumas áreas de concessão de distribuição, especialmente sistemas de pequeno porte, mas a geração solar em telhados ainda não foi restringida, com um crescimento de cerca de 60 megawatts por mês nas conexões.
Maia afirmou que a "curva do pato", formada pelo excesso de geração durante o dia e pela necessidade de fornecimento à tarde e à noite, se intensificará nos próximos anos. Além dos problemas sistêmicos, algumas regiões enfrentam gargalos elétricos locais, dificultando o retorno da energia injetada da rede de distribuição para a rede principal. Ele acredita que o setor precisa tomar medidas com o apoio de órgãos reguladores, instituições de pesquisa, EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), agindo de forma mais rápida em áreas já saturadas.
Ao discutir a flexibilidade do sistema elétrico, Maia considerou que as soluções não podem depender apenas da rede principal ou da contratação centralizada de capacidade, devendo também incluir ferramentas que operem no nível da rede de distribuição. As distribuidoras precisam expandir sua capacidade de observação e controle sobre a rede de distribuição para lidar com recursos como geração distribuída, baterias e cargas flexíveis. Portanto, as distribuidoras devem começar a operar como operadoras de sistemas locais, alinhando-se à discussão sobre o DSO (Operador do Sistema de Distribuição). Maia afirmou: "O ONS é o grande maestro do sistema, mas agora cada região precisa de um maestro auxiliar". A Energisa está implementando sistemas avançados para melhorar a gestão da rede e já iniciou projetos de flexibilidade, como baterias, sandbox tarifário e o FlexLab.
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