De acordo com pt.wedoany.com-O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) do Brasil planeja implementar um plano regional de corte de geração (ERAG) até o final de 2026, com o objetivo de aumentar a segurança operacional da rede elétrica. A medida visa fornecer proteção de reserva ao sistema quando for necessário reduzir a geração para evitar riscos à rede. Sumara Ticom, consultora executiva da Diretoria de Planejamento do ONS, apresentou o plano em 10 de junho, durante o evento Aquecimento MinutoMega Talks, promovido pela MegaWhat no Rio de Janeiro.

Sumara afirmou que a lógica operacional do ERAG é semelhante à do Plano de Corte de Carga Regional (ERAC), que, em situações de emergência, desliga blocos de consumidores para evitar apagões de maior escala. O ERAG, por sua vez, atua no lado da geração: quando uma instrução de corte de geração não é executada por um agente ou distribuidora, o que pode elevar o risco de aumento da frequência do sistema, o plano oferecerá proteção adicional ao operador. Sumara destacou que essa medida faz parte de uma discussão sobre inovação, dados, flexibilidade e novos modelos operacionais. Do ponto de vista do operador, a agenda de flexibilidade está diretamente ligada ao aumento da observabilidade e controlabilidade da rede, especialmente no contexto do rápido crescimento da geração distribuída.
O ONS está fortalecendo a integração entre a operação do sistema e a distribuição em várias frentes. As medidas incluem a criação de sandboxes regulatórios, o apoio à revisão dos Procedimentos de Distribuição (Prodist) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para alinhá-los à rede básica, a modificação dos procedimentos de rede do operador e a realização de estudos para aumentar a visibilidade na fronteira entre a distribuição e a rede básica. O ONS também pretende exigir o monitoramento de usinas com capacidade superior a 5 megawatts, uma vez que a capacidade instalada distribuída já é suficientemente grande para não ser mais tratada como um fator externo ao sistema. Além disso, a instituição está estudando os fluxos reversos na fronteira da rede básica, a fim de identificar seus potenciais problemas para a rede e, com base nisso, orientar o desenvolvimento da geração distribuída.
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