16 distribuidoras de energia elétrica do Brasil renovam contratos de concessão por 30 anos
2026-06-12 10:21
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De acordo com pt.wedoany.com-16 distribuidoras de energia elétrica do Brasil renovaram seus contratos de concessão com o governo federal por 30 anos, abrindo uma nova fase no debate sobre a regulação dos serviços do setor. Pontos-chave, como regras de retorno sobre investimento e perdas, ainda não foram definidos e devem ser discutidos no próximo ano, o que pode atrair empresas que ainda não foram incluídas na renovação e aguardam uma solução. A discussão baseia-se no Decreto nº 12.068 de 2024, que estabelece a renovação de concessões prestes a expirar. Apenas parte da concessão da Enel não foi renovada, empresa que enfrenta uma crise regulatória devido às suas operações em São Paulo.

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) revisará a regulamentação sobre a compensação de usinas devido a cortes na geração de energia. O diretor da agência, Sandoval Feitosa, afirmou que a revisão, acordada após reunião com representantes do setor de energias renováveis, incorporará os impactos de uma lei aprovada pelo Congresso no ano passado. A regulamentação também esclarecerá a aplicação da compensação durante o período de transição entre a entrada em vigor da nova lei e a aprovação das regras pela Aneel, eliminando dúvidas sobre a lacuna temporal entre os dois marcos normativos e proporcionando maior segurança jurídica aos participantes do setor.

A demanda pelas ações da Copasa na oferta subsequente (follow-on) para privatização aproximou-se de R$ 50 bilhões ontem (10), com cerca de 200 ordens, e a taxa de subscrição superou em muito o volume da emissão. O preço das ações nesta oferta tende a ser o mesmo proposto pela Equatorial, selecionada como acionista de referência da empresa mineira. O preço definido foi de R$ 49,03, enquanto o preço mínimo exigido pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) era de R$ 47,23. Considerando a demanda do mercado, isso é muito provável, e se as ações adicionais forem alocadas, o tamanho total da operação pode ultrapassar R$ 6 bilhões.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região derrubou a liminar que suspendia o mega leilão de energia do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que envolve contratos de R$ 515 bilhões em reservas de energia de grupos como J&F (irmãos Batista), Eneva (André Esteves) e Petrobras. O certame foi questionado na Justiça e no Tribunal de Contas da União (TCU) porque sua base de cálculo foi alterada em três dias, dobrando o custo total da energia contratada e priorizando usinas movidas a combustíveis fósseis (carvão e gás natural) em detrimento de fontes renováveis. A decisão anterior de suspender os resultados do leilão e a assinatura dos contratos foi tomada pelo Judiciário do Ceará.

O jornal O Globo noticiou que o Senado ignorou os apelos do governo e avançou com três propostas consideradas pela administração como "pautas-bomba", com custo total estimado de R$ 215 bilhões, sendo a renegociação da dívida rural a de maior impacto. O Estado de S. Paulo apontou que, nesse contexto, aumentou a tensão entre o presidente e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que, insatisfeito com a pressão do governo para aprovar a PEC do fim da escala 6x1, abandonou os esforços para impedir que colegas adotassem medidas eleitorais às vésperas das eleições de outubro. A Folha de S. Paulo informou que, até minutos antes da votação, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, tentou chegar a um acordo com Alcolumbre e o relator Renan Calheiros (MDB-AL), mas as negociações fracassaram.

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