Chile e Argentina exploram cooperação energética em Vaca Muerta; Argentina planeja investir US$ 100 bilhões
2026-06-12 10:36
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De acordo com pt.wedoany.com-O ministro das Relações Exteriores do Chile, Francisco Pérez Mackenna, e a ministra de Energia, Jimena Rincón, visitaram recentemente o campo petrolífero de Vaca Muerta, na Argentina, com o objetivo de consolidar o processo de integração energética entre os dois países. Vaca Muerta é a maior região produtora de petróleo e gás da Argentina e um dos principais polos produtivos da América do Sul.

A ministra de Energia, Rincón, destacou a relação em desenvolvimento entre os dois países nesse setor, afirmando que a integração é possível. A Argentina tem inúmeras oportunidades através do Chile, e o Chile também se beneficia dessa integração. O chanceler apontou que a visita inaugura uma nova fase de cooperação, que, para o Chile, fortalecerá a segurança energética e diversificará as fontes de abastecimento; para a Argentina, permitirá o acesso a mercados estáveis por meio do Chile e a um plataforma logística adequada para a expansão de seus recursos para o exterior.

Autoridades chilenas exploram oportunidades de cooperação energética em Vaca Muerta

O chanceler afirmou que o objetivo é estabelecer regras claras e uma infraestrutura eficiente para garantir um desenvolvimento energético competitivo e estável para ambos os países. Integrar redes, harmonizar regulamentações e promover o investimento privado é uma decisão econômica inteligente que tornará os dois países mais competitivos, mais resilientes e menos suscetíveis às flutuações internacionais. Ele acrescentou que Vaca Muerta pode se tornar o motor da integração do Cone Sul, e o Chile está pronto para ser um parceiro confiável neste projeto.

A delegação chilena incluiu também diversas figuras políticas, como o vice-ministro de Obras Públicas, Nicolás Balmaceda. A visita decorre da complementaridade energética entre os dois países: a Argentina possui Vaca Muerta, uma das maiores reservas de gás não convencional do mundo e a quarta maior reserva de petróleo não convencional, enquanto o Chile dispõe de infraestrutura portuária, terminais de GNL, experiência regulatória, capacidade logística e um acesso estratégico ao Oceano Pacífico, que podem ajudar a Argentina a exportar seu gás para o mercado global.

O governador da província de Neuquén, Rolando Figueroa, e o diretor-geral da YPF, Horacio Daniel Marín, também participaram da visita. Marín apresentou aos ministros chilenos os planos de expansão em Vaca Muerta para os próximos anos, com investimentos superiores a US$ 100 bilhões. O chanceler afirmou que a ideia é utilizar essa infraestrutura para garantir o abastecimento da Argentina nos próximos anos. A ministra de Energia também destacou que a cooperação trará melhores oportunidades, com base no programa de investimentos RIGI, que oferece incentivos fiscais, integração e segurança jurídica.

Durante a visita, as delegações do Chile e da Argentina realizaram uma mesa-redonda no âmbito da Conferência de Integração Bilateral Biobío-Neuquén, presidida pelo governador da região de Biobío, Sergio Giacaman García, e pelo governador da província de Neuquén. Grupos técnicos discutiram logística, infraestrutura, energia, conectividade, intercâmbio comercial e desenvolvimento produtivo, com o objetivo de fortalecer a cooperação e avançar na agenda de desenvolvimento comum.

Em nível regional, Vaca Muerta torna a Argentina um ator importante no fornecimento de energia, com expectativas de crescimento contínuo da produção de gás na próxima década. A Argentina já confirmou a flexibilização do plano de gás a partir de 2029, permitindo a assinatura de contratos de até 30 anos. A ministra de Energia afirmou que é viável transportar o gás de Vaca Muerta para o mercado internacional através do terminal de liquefação na região chilena de Biobío. Em 2025, as importações chilenas de produtos energéticos totalizaram US$ 14,416 bilhões, dos quais 20% vieram da Argentina, tornando o país o segundo maior fornecedor de energia para o mercado chileno, atrás apenas dos Estados Unidos.

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