Capacidade instalada de energias renováveis em Marrocos ultrapassa 4,8 GW, com meta de 52% da capacidade total até 2030
2026-06-15 15:14
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De acordo com pt.wedoany.com-O setor elétrico marroquino tem registado progressos significativos na expansão das energias renováveis, impulsionando ativamente a transição energética do país, com o objetivo de que as energias renováveis representem 52% da capacidade instalada de eletricidade até 2030. Embora a geração termoelétrica, especialmente as centrais a carvão e a gás natural, ainda desempenhe um papel importante no fornecimento de eletricidade, a participação das renováveis está a aumentar rapidamente, com destaque para a energia solar, eólica e hídrica.

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Marrocos é considerado um dos líderes africanos no setor das energias renováveis, aproveitando o seu abundante potencial solar e eólico para diversificar a matriz de geração elétrica e reduzir a dependência da importação de petróleo, carvão e gás natural. Nos últimos anos, a sua capacidade instalada de energias renováveis ultrapassou os 4,8 GW, sendo os projetos solares e os parques eólicos os principais pontos de crescimento.

O setor elétrico marroquino é maioritariamente coordenado pelo Office National de l'Électricité et de l'Eau Potable (ONEE), responsável pela transmissão de eletricidade e pela maior parte das atividades de geração e distribuição. A supervisão do mercado é da responsabilidade da Autoridade Nacional de Regulação da Eletricidade (ANRE), que visa monitorizar o funcionamento do setor e definir as regras de acesso à rede. Investidores privados também participam na geração de eletricidade, especialmente em projetos de energias renováveis.

O sistema elétrico marroquino opera de forma integrada para equilibrar a geração e o consumo de eletricidade. Nos últimos anos, o planeamento energético incorporou soluções para aumentar a flexibilidade da rede, incluindo a implementação de sistemas de armazenamento de energia, centrais hidroelétricas de bombagem e o reforço das interconexões da rede. A expansão das renováveis exige investimentos contínuos em infraestruturas para lidar com a variabilidade da geração solar e eólica. Em 2025, o ONEE obteve financiamento internacional para modernizar centenas de quilómetros de linhas de transmissão, aumentando a capacidade de transporte de eletricidade para satisfazer o crescimento da procura e atingir as metas de descarbonização da economia.

A política energética de Marrocos está focada na transição energética, com o governo a implementar programas de incentivo para apoiar a geração renovável, a eficiência energética e o desenvolvimento de tecnologias relacionadas com armazenamento e hidrogénio verde. O custo da eletricidade no país é influenciado pela elevada dependência de combustíveis fósseis importados, com cerca de 90% das necessidades energéticas a dependerem de importações, tornando o setor muito sensível às flutuações dos preços internacionais da energia. A expansão das renováveis é vista como uma direção estratégica para reduzir os custos a longo prazo e aumentar a previsibilidade das tarifas elétricas.

No domínio do hidrogénio verde, Marrocos está gradualmente a tornar-se um dos principais concorrentes do Brasil no mercado global. O país aproveita a sua localização estratégica perto da Europa e os seus abundantes recursos solares e eólicos para atrair investimentos na produção de combustíveis de baixo carbono, planeando utilizar a região do deserto do Sara para construir grandes complexos solares, com o objetivo de produzir hidrogénio verde e seus derivados, como o amoníaco verde, em larga escala, para uso doméstico ou exportação.

Os principais desafios do setor elétrico marroquino incluem reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados, expandir a infraestrutura de transmissão para acomodar o crescimento das renováveis, aumentar a capacidade de armazenamento, garantir a estabilidade do sistema face à expansão solar e eólica, e atingir a meta de 52% de capacidade instalada de renováveis até 2030. Apesar destes desafios, o país é considerado um dos mais avançados na transição energética em África.

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