De acordo com pt.wedoany.com-O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) está investindo R$ 293,8 milhões do orçamento federal para avançar nas obras de detonação de rochas no novo pedral de Avanhandava, no interior de São Paulo, com o objetivo de ampliar a capacidade de navegação da Hidrovia Tietê-Paraná. A obra, prevista para ser concluída em junho de 2026, já está em sua fase final.
A Hidrovia Tietê-Paraná é um importante corredor logístico que conecta as regiões produtoras do Centro-Oeste e Sudeste do Brasil ao sistema portuário de Santos, transportando principalmente cargas como soja, milho, açúcar, farelo de soja e insumos. A obra no canal do Novo Avanhandava visa um trecho crítico da hidrovia, onde a profundidade de calado das embarcações é limitada por camadas rochosas subaquáticas. Com a remoção das rochas e o aumento da profundidade do canal, espera-se tornar o transporte de cargas mais estável. O projeto prevê o aprofundamento de 3,5 metros ao longo de 16 quilômetros de canal e a remoção de aproximadamente 552 mil metros cúbicos de rochas subaquáticas do leito do Rio Tietê. A obra é realizada em parceria entre o Ministério de Portos e Aeroportos, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o governo do estado de São Paulo, com recursos do programa de modernização da infraestrutura hidroviária.
A ampliação do canal visa reduzir gargalos de navegação e melhorar a integração entre diferentes modais de transporte. O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que a obra é estratégica para a Hidrovia Tietê-Paraná, contribuindo para reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade dos produtos brasileiros. Segundo avaliação do governo, o transporte aquaviário pode aumentar a eficiência no escoamento de cargas de grande volume, especialmente quando há conexões adequadas com terminais, rodovias e ferrovias. A obra deve permitir a passagem de frotas de barcaças maiores e mais estáveis, mantendo as operações mesmo durante períodos de seca, quando os níveis dos reservatórios caem.
A remoção das rochas subaquáticas é realizada sob condições controladas, com monitoramento ambiental. A obra utiliza técnicas de detonação subaquática, com medidas de segurança como cortinas de bolhas, e as detonações são suspensas durante o período de defeso para proteger a reprodução dos peixes. O material rochoso removido do leito do rio pode ser reaproveitado localmente, reduzindo a necessidade de transporte adicional e o tráfego de caminhões. O Ministério de Portos e Aeroportos destaca que a obra não interromperá completamente a navegação durante a execução, sendo as frentes de trabalho coordenadas com o tráfego de embarcações e os requisitos de segurança.
O investimento divulgado pelo Ministério de Portos e Aeroportos para a obra é de R$ 293,8 milhões. Embora os valores mencionados em comunicados do governo do estado de São Paulo possam variar, as fontes oficiais apontam para o mesmo objetivo central: remover os pedrais, aumentar a profundidade do canal e melhorar as condições de navegação no trecho do Novo Avanhandava. A obra também está relacionada à operação dos reservatórios para geração de energia elétrica, e o Ministério de Portos e Aeroportos observa que as variações no nível da água podem afetar a navegação, destacando a necessidade de aumentar a profundidade nos pontos de restrição. O diretor da Administração da Hidrovia, Eliezé Bulhões, acredita que a obra aumentará a previsibilidade das operações ao longo do ano, favorecendo um transporte de cargas mais estável e eficiente, mesmo durante períodos de estiagem. A obra já está em uma fase que atrai a atenção de embarcadores, operadores logísticos e órgãos públicos relacionados à hidrovia.
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