De acordo com pt.wedoany.com-As operadoras de telecomunicações do Sudeste Asiático enfrentam, de forma geral, o dilema do descompasso entre a escala de usuários 5G e o crescimento da receita. Na Malásia, a penetração do 5G já atingiu 50%, mas a receita das operadoras não cresceu na mesma proporção.
Prianca Ravichander, Diretora Comercial e de Marketing da Tecnotree, aponta que a raiz do problema está no modelo de negócios, e não no desempenho da rede. As operadoras investem pesadamente em espectro e infraestrutura, mas continuam vendendo serviços 5G com o antigo modelo de precificação de conectividade, fazendo com que o crescimento do tráfego de dados comprima as margens de lucro.
Gigantes da nuvem e plataformas digitais capturam valor sobre a infraestrutura de telecomunicações, tornando a situação das operadoras ainda mais difícil. Com a crescente comoditização dos serviços de conectividade, o foco dos clientes migrou do volume de dados utilizado para a qualidade do serviço e a experiência digital.
Ravichander acredita que as operadoras precisam migrar do modelo tradicional de "planejar, lançar e cobrar" para um sistema inteligente de "perceber, prever e lucrar", utilizando inteligência artificial para previsão de demanda e precificação dinâmica.
No segmento empresarial, modelos como precificação baseada em acordos de nível de serviço, liquidação de parcerias, pacotes inteligentes, multi-inquilino no atacado, Operadoras Móveis Virtuais (MVNO) e compartilhamento de satélite podem criar novas fontes de receita. O segredo da transformação não está em vender mais conectividade, mas em migrar de indicadores focados no usuário e na Receita Média por Usuário (ARPU) para um modelo orientado ao mercado, extraindo maior valor da rede existente.
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