Telecom Brasil: Huawei prevê proporção de 1:3 entre velocidades de uplink e downlink em 2028; IA impacta rede e receitas
2026-06-15 18:00
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De acordo com pt.wedoany.com-Inteligência Artificial demonstra potencial para impactar a receita e a eficiência operacional das operadoras de telecomunicações, ao mesmo tempo que trará novas exigências de rede e capital humano para o setor.

No evento TELETIME Tec, realizado em São Paulo, operadoras e fornecedores de telecomunicações discutiram o tema. Carlos Roseiro, diretor de Marketing de TIC da Huawei, destacou que a interseção entre telecomunicações e IA envolve três áreas.

Em termos de requisitos de rede, uma das principais demandas é um enlace de uplink mais robusto. Roseiro afirmou que, nas redes móveis atuais, a proporção entre velocidades de uplink e downlink é de 1:9, e a Huawei prevê que essa proporção caia para 1:3 até 2028.

No que diz respeito ao ganho de eficiência, a Huawei enxerga diversos potenciais nas operações diárias das operadoras e está empenhada em "produtizar" a adoção da IA, inclusive por meio de agentes tecnológicos que operam no sistema operacional de rede do fornecedor.

Roseiro acredita que a IA baseada em agentes também faz parte do caminho para novas receitas, onde as operadoras de telecomunicações podem atuar como agentes nos celulares dos usuários. Uma possibilidade é permitir que os clientes definam níveis de experiência para aplicações específicas por meio de um gerenciamento suportado por IA.

Na área de receitas, existe também a possibilidade de substituir a venda de bits por um modelo baseado em tokens, para medir a capacidade de processamento inteligente. Roseiro afirmou que operadoras chinesas já estão explorando esse modelo, oferecendo contratos faturados por quantidade de tokens, após investirem em infraestrutura de IA integrada à conectividade.

Em relação a dados e talentos, Patrícia Pasquali, Chief Data Officer da Nio, enfatizou que esses dois elementos são pilares fundamentais para o desenvolvimento da IA nas operadoras de telecomunicações. A estratégia interna da empresa inclui um data lake com o Google como parceiro, considerado o cérebro da inteligência operacional, com mais de 200 pessoas utilizando esse recurso para apoiar as áreas de negócio. Simultaneamente, a operadora já treinou cerca de 400 funcionários em IA. Segundo a Chief Data Officer da Nio, a importância de profissionais de IA altamente qualificados na estrutura da empresa está crescendo. Nas operações de banda larga, a IA auxilia na retenção de clientes e na gestão preditiva de equipamentos, como roteadores Wi-Fi. Pasquali afirmou que, por meio da identificação de padrões, é possível encontrar detalhes que afetam o desempenho do serviço.

Em termos de modernização, Anderson Jacopetti, Chief Technology Officer da Alares, destacou que a empresa está introduzindo gradualmente a IA em processos-chave, como atendimento ao cliente e operações de rede. A tecnologia também é um dos fatores impulsionadores da modernização da infraestrutura de rede, ajudando o provedor a atender requisitos mais rigorosos. Jacopetti afirmou que a empresa está atualmente concluindo a modernização da camada central da rede, com interfaces preparadas para suportar 1,6 Tbps por canal. Anteriormente, a empresa concluiu a modernização da camada de borda, conectada a grandes provedores de nuvem, e agora se prepara para atualizar a camada de acesso, a fim de absorver melhor múltiplos dispositivos.

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