De acordo com pt.wedoany.com-A Comissão Municipal de Saneamento (Comusa) da Prefeitura de Belo Horizonte aprovou recentemente o Plano Municipal de Saneamento (PMS 2024-2027), que estabelece a meta de elevar a cobertura de tratamento de esgoto para 99% até 2033, mantendo a cobertura de abastecimento de água próxima da universalização.

Este documento, publicado desde 2004, é a política orientadora do setor de saneamento público de Belo Horizonte, abrangendo quatro áreas: abastecimento de água, tratamento de esgoto, resíduos sólidos e drenagem de águas pluviais. No abastecimento de água, o plano exige que a cobertura se mantenha acima de 99,9%; no tratamento de esgoto, a meta é alcançar 99% de cobertura de coleta e tratamento nos próximos sete anos. Atualmente, a capital mineira já possui 99,5% de cobertura de abastecimento de água e 92,8% de cobertura de coleta e tratamento de esgoto. A prefeitura afirma que ainda há desafios para expandir a cobertura em favelas, mas os índices atuais já superam os limites legais de 99% e 90%, atingindo o padrão de universalização.
Segundo Frederico Luciano Santos, diretor do Departamento de Gestão de Recursos Hídricos Urbanos da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smobi), a aprovação do plano reafirma o compromisso da prefeitura com a gestão sustentável dos recursos hídricos, a melhoria das condições de saneamento ambiental e a ampliação da cobertura dos serviços básicos de saneamento.
De acordo com o Censo Demográfico de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Belo Horizonte possui uma área de 330 km² e uma população de aproximadamente 2,3 milhões de habitantes. Sua estrutura hídrica está inserida na Bacia do Rio das Velhas, afluente do Rio São Francisco, composta por 4 grandes bacias, 98 bacias elementares e 256 sub-bacias hidrográficas. Todas as bacias são monitoradas pelo Índice de Salubridade Ambiental (ISA), que mede a abrangência dos serviços de saneamento e identifica as áreas com maior necessidade de investimento, orientando assim a alocação de recursos. Os indicadores gerados pelo plano, além de subsidiar o planejamento municipal, podem ser utilizados para captar recursos junto a instituições financeiras nacionais e internacionais, fornecer dados ao Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, contribuir para o monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e atender às demandas de órgãos reguladores e de auditoria. O plano foi integralmente elaborado por servidores da Diretoria de Gestão de Recursos Hídricos Urbanos, vinculada à Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, sem contratação de consultoria externa, e será revisado a cada dois anos.
Este texto foi elaborado por Wedoany. Qualquer citação por IA deve indicar a fonte “Wedoany”. Em caso de infração ou outros problemas, informe-nos prontamente, por favor. O conteúdo será corrigido ou removido. E-mail: news@wedoany.com









