De acordo com pt.wedoany.com-Um grupo de profissionais do setor agropecuário do Rio Grande do Sul está impulsionando um projeto de desenvolvimento integrado chamado "Cidade do Agro", que visa integrar agronegócio, pesquisa, inovação, educação e economia regional em uma plataforma permanente. O projeto, previsto para ser implantado no município de Capão do Leão, próximo a Pelotas, é liderado por uma equipe composta por produtores rurais, engenheiros e empresários. Sua concepção surgiu da eficiente capacidade de mobilização demonstrada pelo setor agrícola durante o enfrentamento das enchentes históricas na região em 2024.

O produtor rural Lauro Ribeiro, que participou das operações de drenagem durante as enchentes, questionou: se o setor agrícola consegue agir tão rapidamente em situações de emergência, por que não estabelecer um mecanismo permanente para o desenvolvimento regional de forma contínua? Essa reflexão deu origem ao conceito da "Cidade do Agro". O projeto não se limita a uma feira ou evento isolado, mas sim a um ecossistema em funcionamento durante todo o ano. A engenheira agrônoma Tuíra Barcellos, membro da equipe do projeto, afirma que o objetivo é romper a limitação do agronegócio de dialogar apenas consigo mesmo, criando um espaço de intercâmbio com a cidade e deixando um legado duradouro para a região.
O projeto possui uma estrutura dupla: a entidade sem fins lucrativos "Instituto Cidade do Agro" será responsável pelo pilar institucional; já a entidade comercial gerará receita por meio da venda de terrenos, locação de espaços, operação de talhões demonstrativos e plataformas de relacionamento empresarial, fornecendo financiamento contínuo ao instituto. Um de seus pilares centrais é o estabelecimento de áreas fixas de testes e experimentação, onde as empresas poderão validar tecnologias em ciclos agrícolas de longo prazo, em vez de depender de estruturas temporárias de exposição. Barcellos destaca que a proximidade com o ambiente acadêmico ajudará a superar o gargalo histórico da região em reter talentos e promover a transferência de conhecimento.
A Cidade do Agro já conta com o apoio de diversos parceiros, incluindo empresas como 3tentos, Corteva e Nutriplant, empresas regionais como Sementes Simão, Fronteira Agro, Real Agro e Agrofel, além de instituições como Sebrae, Emater/RS, IRGA, Federarroz e a Universidade Federal de Pelotas. Além disso, o projeto prevê a criação de um ambiente de incubação de startups, com foco inicial em culturas hortícolas, oferecendo instalações compartilhadas e suporte técnico. Uma estação de pesquisa agrícola também servirá como plataforma para conectar empresas de tecnologia aos produtores.
A apresentação pública do projeto está marcada para o dia 9 de julho, horário local, quando a equipe reunirá apoiadores, líderes empresariais e representantes do setor para dar início aos trabalhos preparatórios para a fase operacional.
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