De acordo com pt.wedoany.com-A Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) selecionaram três empresas para fornecer 5 milhões de créditos de carbono no primeiro leilão público do Brasil voltado à restauração da floresta amazônica. O movimento é considerado pelo setor um marco importante para o mercado voluntário de carbono no país.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira durante evento em comemoração aos 74 anos do BNDES, no Rio de Janeiro, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
As empresas vencedoras foram Systemica, brCarbon e re.green, selecionadas por meio do programa ProFloresta+. A iniciativa, uma parceria entre BNDES e Petrobras, visa criar demanda firme por créditos de carbono gerados pela restauração ecológica com espécies nativas no bioma amazônico, garantindo alta integridade dos créditos.
Os resultados específicos da licitação foram: Systemica e brCarbon garantiram contratos de 2 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) cada, a preços de US$ 55,33 e US$ 55,76 por tonelada, respectivamente; a re.green venceu um contrato de 1 milhão de toneladas ao preço de US$ 73,82 por tonelada. Segundo o BNDES, esta é a primeira vez no Brasil que os preços de créditos de carbono de restauração ecológica são divulgados publicamente em uma transação.
Os contratos têm prazo de 25 anos e incluem salvaguardas sociais e ambientais. O programa prevê mobilizar cerca de R$ 450 milhões (aproximadamente US$ 87,5 milhões) em investimentos para plantio, gerar 6.300 empregos, apoiar o plantio de mais de 25 milhões de árvores nativas e capturar 5 milhões de toneladas métricas de carbono. Os projetos vencedores também poderão obter financiamento do BNDES com taxa de juros de aproximadamente 2% ao ano, prazo de até 25 anos e carência de cerca de cinco anos.
Lançado em março de 2025, o programa ProFloresta+, por meio da parceria entre BNDES e Petrobras, tem como meta gerar até 15 milhões de créditos de carbono em fases futuras, abrangendo até 50 mil hectares (cerca de 123,5 mil acres) de terras degradadas na Amazônia. Mercadante, do BNDES, afirmou que o programa demonstra que o Brasil tem condições de liderar um modelo econômico global baseado em restauração, biodiversidade e produção de créditos de carbono de alta integridade, transformando a floresta em um ativo econômico, climático e social para o país.
Este texto foi elaborado por Wedoany. Qualquer citação por IA deve indicar a fonte “Wedoany”. Em caso de infração ou outros problemas, informe-nos prontamente, por favor. O conteúdo será corrigido ou removido. E-mail: news@wedoany.com









