De acordo com pt.wedoany.com-Legisladores da Virgínia aprovaram recentemente um novo imposto sobre o consumo de eletricidade de data centers, medida incluída em um plano de gastos bienal de aproximadamente US$ 75 bilhões. De acordo com o acordo de compromisso, os operadores de data centers pagarão um imposto de US$ 0,011 por quilowatt-hora de eletricidade consumida, mantendo ao mesmo tempo a isenção de impostos sobre vendas e uso. Senadores haviam proposto anteriormente encerrar essa isenção em 2027, oito anos antes do prazo original de expiração.
A controvérsia em torno da isenção fiscal para data centers tornou-se uma das questões mais polêmicas nas negociações orçamentárias deste ano. A Câmara e o Senado se reuniram em abril, depois suspenderam os trabalhos para permitir que os negociadores resolvessem o impasse prolongado, retornando em 22 de junho para finalizar a legislação orçamentária. O plano de gastos foi aprovado por 23 a 16 no Senado e por 71 a 22 na Câmara.
O acordo de compromisso inclui várias novas cláusulas de supervisão. Os legisladores instruíram um comitê legislativo a revisar a isenção de impostos sobre vendas e uso para data centers no estado. A isenção de 5,3% para equipamentos e software de servidores resulta em uma perda anual de quase US$ 2 bilhões para o estado. Data centers que atendem a certas condições, incluindo investimento de pelo menos US$ 150 milhões e criação de pelo menos 50 empregos, ou investimento de US$ 70 milhões em áreas economicamente desfavorecidas e criação de 10 empregos, também podem ficar isentos do imposto estadual sobre vendas e uso no varejo.
A presidente do Senado da Virgínia, a democrata Louise Lucas, foi a mais ativa defensora do fim da isenção fiscal. Ela afirmou que o orçamento, antes da votação de segunda-feira, alcançou um equilíbrio no plenário do Senado entre o Senado, a Câmara e o governador. Lucas destacou que o custo da isenção para computadores e outros equipamentos cresceu significativamente desde sua implementação inicial, com a perda de receita estadual passando de aproximadamente US$ 1,4 milhão para cerca de US$ 1,9 bilhão por ano. "Se permitirmos que isso continue até 2035, imagine quantos impostos o estado deixará de arrecadar", disse Lucas. De acordo com o acordo de compromisso, a receita estadual proveniente do novo imposto sobre consumo de eletricidade terá um limite máximo de US$ 600 milhões por ano, com o excedente sendo devolvido proporcionalmente aos operadores.
O orçamento final também inclui cláusulas que exigem que o Departamento de Qualidade Ambiental estabeleça critérios para identificar áreas de escassez de água, a fim de minimizar o impacto dos data centers, e instrui a Comissão Estadual de Corporações a coletar informações sobre o uso de energia, água e geradores de reserva dos data centers. O projeto de lei exige que as agências reguladoras estaduais estabeleçam padrões para lidar com o uso da água e os impactos sonoros. O projeto agora segue para a governadora Abigail Spanberger (democrata), que deve sancioná-lo ou exercer seu veto parcial até 29 de junho. Spanberger afirmou que o acordo de compromisso reflete as opiniões de seu governo e fornece uma estrutura para futuras discussões sobre os impactos ambientais e comunitários da indústria de data centers.
Partes interessadas de ambos os lados do debate sobre data centers criticaram o acordo de compromisso. A Aliança de Data Centers, que representa a indústria, argumenta que os novos impostos e requisitos regulatórios podem enfraquecer a posição da Virgínia como destino para investimentos em data centers. No entanto, defensores consideram que a tributação sobre data centers é insuficiente. Ativistas ambientais afirmam que os legisladores não abordaram adequadamente as questões relacionadas à rápida expansão do setor, incluindo os impactos sobre energia e recursos hídricos. Várias cláusulas ambientais foram removidas no início das negociações orçamentárias. Os legisladores afirmam que esta é uma solução temporária e planejam estudar o assunto mais a fundo e apresentar novas propostas. Lucas disse que as preocupações dos moradores com o crescimento do setor são justificadas. A Virgínia abriga cerca de 35% dos data centers do país e atualmente enfrenta condições de seca extrema, o que intensifica as preocupações com a demanda de água do setor.
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