Conselho Nacional de Segurança Cibernética propõe modelo de governança em segurança cibernética
2026-07-01 10:28
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De acordo com pt.wedoany.com-A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado Federal do Brasil realizou, nesta terça-feira (30), uma audiência pública para debater a proposta de marco legal de segurança cibernética contida no Projeto de Lei nº 4.752/2025. O secretário-executivo do Conselho Nacional de Segurança Cibernética (CNCiber), Marcelo Malagutti, apresentou na audiência um modelo de governança, defendendo a organização do sistema de regulação de segurança cibernética com base nas instituições que atualmente atuam na área.

Malagutti explicou que o cerne da proposta elaborada pelo CNCiber é: o Brasil criará um órgão nacional responsável por estabelecer regras gerais, enquanto as agências reguladoras setoriais definirão regras específicas para suas respectivas áreas. Ele considera que esta proposta é mais completa do que outras que preveem apenas um órgão de coordenação geral, sendo mais específica, por exemplo, do que a proposta discutida no âmbito do projeto de lei de Inteligência Artificial. A arquitetura do sistema proposta inclui um Conselho de Segurança Cibernética (que incorporará representantes dos Poderes Legislativo, Judiciário, Ministério Público, estados e municípios), órgãos nacionais (a Agência Nacional de Segurança Cibernética - ANCiber e as agências reguladoras setoriais), e um Centro Nacional de Segurança Cibernética, que atuará como operador de segurança responsável pelo monitoramento em tempo real e acompanhamento do panorama de ataques.

Em relação ao Plano Nacional de Segurança e Resiliência Digital (PNSRD), Malagutti defendeu o princípio da adesão voluntária. Algumas instituições, devido à sua importância ou às infraestruturas críticas que gerenciam, seriam obrigadas a aderir, enquanto outras poderiam adotar o plano voluntariamente. Ele afirmou que a proposta visa fortalecer a segurança digital nos setores público e privado, promover a cooperação intersetorial e garantir a proteção de infraestruturas críticas e serviços essenciais.

O CEO da TelComp, Luiz Henrique Barbosa, enfatizou a importância do marco legal proposto pelo projeto de lei e que a responsabilidade pela segurança cibernética não deve recair apenas sobre as operadoras de telecomunicações. Ele defendeu que a responsabilidade deve abranger toda a cadeia produtiva, incluindo provedores de conectividade, serviços em nuvem, operadores de plataformas digitais e sistemas operacionais, bem como aplicações de Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Barbosa destacou que, em muitas ocasiões, o setor privado detecta um grande número de ameaças antes mesmo do Estado, sendo crucial a cooperação público-privada, com o estabelecimento de mecanismos seguros de notificação de informações e proteção legal para a comunicação de incidentes.

Na audiência pública, os participantes concordaram, de forma geral, que o Projeto de Lei nº 4.752/2025 possui alta qualidade em sua redação, e que sua combinação com o conteúdo proposto pelo Conselho Nacional de Segurança Cibernética tem o potencial de construir um modelo robusto de regulação de segurança cibernética para o Brasil.

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