De acordo com pt.wedoany.com-A Usina Hidrelétrica de Itaipu (Itaipu Binacional) planeja instalar um sistema de armazenamento de energia em baterias em sua usina solar flutuante, como parte de um projeto piloto de 1 MW de pico, com o objetivo de testar a combinação das duas tecnologias e avaliar sua contribuição para a estabilidade do sistema elétrico. A usina quitou suas dívidas em fevereiro de 2023 e planeja expandir a capacidade dos painéis solares para mais de 1000 MW.
"Hoje, as baterias são necessárias para que possamos integrar essas fontes intermitentes e fornecer energia de alta qualidade ao sistema", afirmou o diretor financeiro da usina, André Pepitone, em entrevista ao estúdio eixos durante o EVEx Brasil 2026, realizada presencialmente em João Pessoa (Paraíba) nesta quarta-feira (1º de julho). Ele explicou que a usina hidrelétrica já garante a confiabilidade do sistema, mas as energias eólica e solar – que representam 40% da capacidade instalada nacional – não conseguem fornecer estabilidade de tensão e frequência.
"A energia eólica e solar fornecem capacidade de trabalho, mas não estabilidade. As baterias conseguem purificar essa energia elétrica e devolvê-la ao sistema com três atributos: capacidade de trabalho, estabilidade de tensão e estabilidade de frequência", complementou.
Itaipu está estudando a instalação de duas novas turbinas na usina, o que não aumentará a geração de energia, mas melhorará a disponibilidade de potência do sistema. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estão avaliando a medida, considerando-a economicamente viável para atender à crescente demanda por potência.
Em relação ao preço da energia, Pepitone destacou que, após quitar a dívida de construção de até US$ 60 bilhões captada no mercado financeiro internacional, a energia de Itaipu se tornou uma das mais baratas na carteira das distribuidoras. Ele citou o exemplo da Cemig, onde o preço da energia de Itaipu é de R$ 207 por MWh, enquanto a média das distribuidoras é de R$ 273. Ele afirmou que, até fevereiro de 2023, a energia de Itaipu era uma das mais caras na carteira das distribuidoras, mas, após a quitação da dívida, a lógica se inverteu completamente, e os consumidores brasileiros agora se beneficiam dos investimentos feitos no passado.









