Expansão da indústria de alumínio na Indonésia planeja usar carvão próprio; reservas de bauxita podem se esgotar em 12 anos

2026-07-03 09:01
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De acordo com pt.wedoany.com-O Centro de Pesquisa sobre Energia e Ar Limpo (Centre for Research on Energy and Clean Air, CREA) publicou um relatório em 2 de julho de 2026 alertando que o plano da Indonésia de expandir em larga escala as indústrias de alumina e alumínio pode desencadear uma nova onda de construção de usinas termelétricas a carvão próprias e acelerar o esgotamento das reservas domésticas de bauxita. O relatório prevê que a capacidade de produção de alumina da Indonésia saltará de 9 milhões de toneladas em 2025 para 32,5 milhões de toneladas em 2030, enquanto a capacidade de fundição de alumínio aumentará de 1 milhão de toneladas para 14 milhões de toneladas no mesmo período.

O CREA aponta que, com a demanda por matéria-prima projetada para atingir 65 milhões de toneladas, as reservas comprovadas de bauxita da Indonésia podem se esgotar completamente em cerca de 12 anos. Embora a maior parte das reservas de bauxita da Indonésia esteja localizada em áreas com potencial de acesso à rede elétrica regional ou a energias renováveis, muitos projetos de fundição planejados ainda dependem de usinas termelétricas a carvão próprias não conectadas à rede. As usinas próprias são construídas por empresas para atender às suas próprias necessidades de eletricidade e, nos últimos anos, cresceram rapidamente com o desenvolvimento da industrialização a jusante do setor de níquel da Indonésia, sendo a maioria ainda movida a carvão.

O governo indonésio já se comprometeu a interromper a construção de novas usinas termelétricas a carvão, mas as usinas próprias estão isentas dessa proibição desde que reduzam as emissões de carbono em 35% dentro de 10 anos de operação. A analista do CREA, Katherine Hasan, alertou que, se todos os projetos de alumínio planejados forem concluídos, a Indonésia poderá testemunhar novamente um boom na construção de usinas termelétricas a carvão próprias, semelhante ao ocorrido no setor de níquel. Ela destacou: "Se toda a capacidade planejada for implementada, o desenvolvimento da indústria a jusante do alumínio pode desencadear uma nova onda de construção de usinas termelétricas a carvão próprias industriais. Isso dificultará o cumprimento das metas nacionais de descarbonização, prenderá o crescimento industrial em um caminho de altas emissões de carbono e agravará os impactos ambientais e na saúde pública."

Em relação ao fornecimento de matérias-primas, a analista do CREA, Syahdiva Moezbar, enfatizou que a expansão desordenada pode criar novas vulnerabilidades na segurança dos recursos minerais e no fornecimento de energia. O CREA insta o governo indonésio a garantir que todos os projetos a jusante sejam desenvolvidos de forma transparente, com base em avaliações realistas das reservas e do fornecimento de bauxita, e a elaborar planos de fornecimento de energia que minimizem a dependência de geração de eletricidade a partir de combustíveis fósseis. A instituição acredita que essas medidas são cruciais para o desenvolvimento sustentável da indústria do alumínio, além de apoiar a transição energética e as metas de descarbonização da Indonésia.

Anteriormente, a empresa estatal de alumínio da Indonésia, PT Inalum, já havia emitido vários alertas sobre os riscos da expansão da capacidade. A empresa apontou que, se todos os projetos de reserva existentes forem implementados, a capacidade da indústria de alumínio da Indonésia aumentará três vezes, podendo esgotar os recursos domésticos de bauxita em 10 anos, levando o setor a uma situação de "esgotamento de recursos + dependência de importações". A Associação de Especialistas em Mineração da Indonésia (PERHAPI) estima que os recursos de bauxita sejam de 6,2 bilhões de toneladas e as reservas de 3,2 bilhões de toneladas, mas o plano da Inalum não se baseia na demanda atual; uma vez que todos os projetos estejam em operação, a vida útil das reservas será drasticamente reduzida.

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