A Agência de Energia Atômica do Japão (JAEA) anunciou planos de produzir hidrogênio limpo utilizando o calor de seu Reator Experimental de Engenharia de Alta Temperatura (HTTR), localizado na Prefeitura de Ibaraki, perto de Tóquio, com as operações previstas para começar em 2028. Essa iniciativa seria a primeira no mundo a utilizar um reator nuclear para a produção de hidrogênio.

No dia 27 de março de 2025, a JAEA enviou uma solicitação de autorização à Autoridade de Regulação Nuclear para prosseguir com o projeto. O hidrogênio é visto como um recurso vital para a consecução da neutralidade carbônica, pois pode ser armazenado, transportado e usado para gerar eletricidade e calor sem emitir dióxido de carbono.
O HTTR, um reator experimental de alta temperatura refrigerado por gás (HTGR), deverá começar a produção de hidrogênio na segunda metade do ano fiscal de 2028. Os HTGRs são vantajosos para esse fim, pois geram calor em temperaturas mais altas do que os reatores de água leve convencionais, possibilitando uma produção de hidrogênio estável e em larga escala.
A JAEA planeja construir uma instalação de produção de hidrogênio perto do HTTR, com dutos subterrâneos para transferir o calor de alta temperatura para a planta. Embora o processo de produção possa gerar algumas emissões de dióxido de carbono, a JAEA também está pesquisando métodos alternativos para produzir hidrogênio sem essas emissões.
"O projeto tem como objetivo estabelecer um método confiável para conectar o HTTR à instalação de produção de hidrogênio", afirmaram os funcionários da JAEA. "Isso vai estabelecer as bases para futuros avanços na tecnologia de produção de hidrogênio".
O governo japonês apoia o desenvolvimento de um HTGR de demonstração maior, cujas operações são previstas para começar no final da década de 2030. A JAEA pretende utilizar os conhecimentos adquiridos no projeto HTTR para informar o design e a operação desse futuro reator.
Ao aproveitar as capacidades do HTTR, a JAEA visa pioneir uma abordagem sustentável para a produção de hidrogênio, contribuindo para os esforços globais de redução das emissões de carbono. A ênfase da agência em aprimorar essa tecnologia reforça seu compromisso em avançar nas soluções de energia limpa.









